Elisabete Jacinto: «Não haverá problemas na Tunísia»

No primeiro evento desportivo as revoltas populares do início do ano...

Elisabete Jacinto: «Não haverá problemas na Tunísia»
Elisabete Jacinto: «Não haverá problemas na Tunísia»
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A piloto Elisabete Jacinto vai participar no Rali da Tunísia, entre 1 e 7 de maio, o primeiro evento desportivo após as revoltas populares do início do ano, com o objetivo de ficar entre os três primeiros lugares dos camiões.

A portuguesa, que se estreou em ralis precisamente na Tunísia há 14 anos, mas ao volante de uma moto, avançou à agência Lusa que participará no rali depois de lhe terem sido dadas garantias de segurança pela organização, já que os meses de janeiro e fevereiro foram tumultuosos no país africano.

"Foi um início de ano aflitivo. Em janeiro/fevereiro havia muitas dúvidas sobre a realização da prova. Mas o que nos foi dito é que agora é um país equilibrado, que funciona depois da mudança. Estou convencida de que não haverá problemas", contou.

Elisabete Jacinto explicou ainda que se encontra "numa boa fase", na qual tem tido "bons resultados".

"O objetivo é ficar nos lugares mais para cima que puder. Os três primeiros lugares são a meta, na geral dos camiões, mas também nos carros, onde sei que posso subir", avançou.

No momento de crise que o país atravessa, Elisabete Jacinto revela que prevê participar em duas outras provas este ano, nomeadamente o rali de Marrocos e a África Race, dados os custos da logística de viajar com um camião.

"Tenho patrocinadores, mas estou à espera de que, de repente, algum me telefone e diga que não pode ajudar-me mais", desabafou.

O diretor da prova, Stéphane Clair, explicou durante a apresentação em Lisboa da prova tunisina que o país pretende mostrar a todos que hoje em dia está tudo calmo na Tunísia e que é seguro viajar em turismo para o destino.

"Os dois primeiros meses do ano foram difíceis, mas hoje em dia está tudo calmo. Claro que há diferenças, mas a sociedade está à espera de que o turismo regresse ao país pois há segurança", contou.

Devido à instabilidade inicial, as inscrições para o rali decorrem até ao momento das verificações administrativas, estando até agora inscritos 92 participantes, entre motos, carros e camiões, de 14 nacionalidades diferentes.

"Trata-se do primeiro evento desportivo após a 'revolução' e garanto que vai realizar-se e que não haverá problemas de segurança", frisou Stéphane Clair, explicando que a polícia e o exercito vão estar presentes como é habitual, este ano com a presença também de helicópteros.

O responsável explicou ainda que o rali, que conta com seis etapas, vai estar muito centralizado no interior do país e longe da fronteira com a Líbia.

No rali da Tunísia, terceira etapa da Taça do Mundo de ralis todo o terreno FIA, estão também já garantidas as presenças do português Hélder Rodrigues, além do francês Jean-Louis Schlesser, que irá defender o título ao volante do seu 'buggy'.

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