Elisabete Jacinto no Morocco Desert Challenge: Impressionada... contente, feliz e maravilhada. Leve como um passarinho

Porquê? Porque ontem com as difíceis travessias de dunas fui perdendo tempo aqui e ali. Hoje fui o quinto camião a partir para a pista. A pista era boa, quase lisa... poucos buracos, poucas pedras, poucas lombas...mas muitas curvas e muitos cruzamentos de pista! Um imenso planalto coberto de ervas dispersas iam tornando a paisagem cada vez mais verde e, a partir de um determinado momento, começam a aparecer flores. Lindo.

Eu vinha nas minhas "sete quintas". Como o camião não sacudia sobrava energia para me concentrar na condução. Pé para o fundo que há que aproveitar enquanto se pode andar. Entusiasmei-me quando consegui ultrapassar dois dos camiões que saíram à minha frente. Os outros dois são inatingíveis. A navegação era extremamente difícil face às inúmeras pistas e às muitas imprecisões do road book. Mas o Zé estava imparável e eu em sintonia com ele lá fomos optando pelas pistas certas. O prazer da condução era indiscritível.

Nesta etapa ficaram para trás todos os meus momentos de stress, todas as minhas frustrações, todos os momentos de exaustão para ter tudo bem preparado. Hoje, enquanto fazia o camião serpentear no meio do planalto, eu era a mulher mais realizada do mundo. Quando cheguei ao acampamento apenas tinha chegado um carro e dois camiões... os tais inatingíveis. Um deles o tal que me deu um "chega-te para lá" o ano passado. Pois é... mas fomos nós com o nosso pesado MAN de série quem fez o melhor tempo na etapa de hoje. Todos os protótipos ficaram para trás. E esta é a melhor recompensa que um piloto pode ter. Hoje sinto-me recompensada, sinto que valeu a pena todo o esforço que temos vindo a desenvolver ao longo destes anos.

Por Elisabete Jacinto
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