Elisabete Jacinto no Morocco Desert Challenge: Prego a fundo

O grau de dificuldade da pista de ontem deixou as suas mossas pois o cansaço fez-se sentir hoje mais do que é normal.

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O grau de dificuldade da pista de ontem deixou as suas mossas pois o cansaço fez-se sentir hoje mais do que é normal.

A pista da etapa de hoje já a conhecíamos de outros ralis. É rápida, consegue-se andar ao limite da velocidade durante bastante tempo, que aqui para os camiões é de 140 km/h, mas tem muitas lombas, muitas valas e, em algumas zonas é muito chata de fazer.

Quando os amortecedores estão quentes começam a funcionar mal, o camião estrebucha para todos os lado e nós temos a sensação de que o nosso esqueleto se vai desmanchar a qualquer momento. Aí levanta-se um bocadinho o pé enquanto se deixa escapar um "Aí!" ou alguma palavra menos recomendável... perde-se tempo.

Mas neste rali há equipas de camião que conseguem fazer tudo sempre a fundo, qualquer que seja o tipo de piso e que quando passam por mim até me deixam com falta de ar. Mas paciência! É assim mesmo! Ontem ganhei a etapa porque todos tiveram imensos problemas e perderam mais tempo do que nós. Hoje aparentemente fiquei em quarto o que foi bom pois não gostava nada de ser a primeira a entrar nas dunas. Os rastos dos outros ajudam bastante e fazemos a travessia das dunas de uma forma mais tranquila. Podia ter ficado em terceiro mas um pneu começou logo a perder ar no início da etapa, graças a alguma pedra bicuda das muitas que tive de passar por cima, e a 20 quilómetros do final obrigou-nos a parar para o trocar.

Hoje o ambiente no acampamento é horrível porque há tempestade de areia e muito calor.

Amanhã a etapa promete dificuldades.

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