Elisabete Jacinto: «Ouvir o hino nacional é uma sensação incrível»
Elisabete Jacinto terminou o Rali da Tunísia no primeiro lugar, tornando-se na primeira mulher a conquistar uma prova da Taça do Mundo de todo-o-terreno em camião. No regresso ao nosso país, a piloto abordou não só a vitória alcançada, mas também relembrou o passado em moto e falou ainda do futuro mais próximo.
"A próxima prova é só em novembro. Até lá vou treinar e afinar o camião para poder mostrar que este resultado não caiu do céu", começou por dizer em relação ao desafio seguinte, o Rali de Marrocos.
Sobre o passado, a professora - profissão que exerce quando não está envolvida em competições - falou com nostalgia. "As motos não vão voltar a fazer parte da minha vida desportiva. Foi muito bom enquanto durou, mas depois de alguns momentos de desapontamento e, após ter tomado a decisão de passar a conduzir camiões, as duas rodas são um ciclo fechado."
Sobre a possibilidade de vir a conduzir um automóvel num rali, Elisabete não fechou a porta. "É possível, mas só lá mais para perto da reforma".
Emoção
O Rali da Tunísia ficou marcado na mente de Elisabete. Ainda assim, na memória da portuguesa ainda está o final da prova em que, após a tradicional subida ao camião, "A portuguesa" começa a tocar. "Foi a primeira vez que após concluir uma prova tive a oportunidade de ouvir o nosso hino. É uma sensação incrível", afirmou, orgulhosa, a piloto da Team Oleoban-MAN.