Experiência como trunfo para o mítico "raid"

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Bernardo Villar é, pelo seu passado de competições, um dos nomes incontornáveis no todo-o-terreno nacional, figurando ao lado de pilotos como Carlos Sousa e Paulo Marques na galeria de notáveis portugueses. Esta projecção deve-se, fundamentalmente, à colecção de participações em ralis Dakar: Villar inicia, nesta edição, que parte de Lisboa, a sua 12.ª grande aventura africana, um número redondo repartido entre as duas e as quatro rodas. Pela terceira vez consecutiva, Bernardo estará aos comandos de um veículo 4x4 no mítico "raid", o Nissan Patrol GR da Promotech que, segundo o homem do volante, "não será o mais competitivo" do pelotão, mas seguramente "um dos mais fiáveis".

Sendo o Dakar uma prova (quase) de eliminação – à excepção das equipas oficiais, onde os apetrechos são realmente outros –, Villar aposta numa corrida tranquila, doseada nos seus ímpetos, fazendo valer-se da sua experiência.

Chegar ao Lago Rosa

"O objectivo será, como qualquer comum dos mortais, chegar ao Lago Rosa e, em termos desportivos, a meta será ficar entre os 20 primeiros da classificação geral. Naturalmente que não será um resultado fácil de alcançar, mas temos capacidade para o atingir. Pretendemos fazer uma prova com um andamento regular e esperar pelas etapas arenosas, em pleno deserto, o meu terreno favorito, para poder atacar a partir daí o melhor resultado possível."

Assim, e à semelhança de muitos outros, as etapas em Portugal constituirão, simplesmente, um preparo para o "verdadeiro" Dakar, em África. "Quero sair de Portugal com o carro intacto. O mais importante no nosso País é a afinação da viatura, pois é uma excelente oportunidade de testar o carro e tirar algumas ilações quanto à navegação. Não vamos arriscar desnecessariamente mas também não queremos ficar muito para trás. Importante é sair de Portugal com o carro 'direitinho' e chegar à Mauritânia dentro de uma dose de condução que nos permita atingir os objectivos. É fundamental uma boa gestão até ao dia do descanso." Após a pausa, será, então, o momento de puxar pelos galões: "Após o dia de descanso, é preciso saber dosear os ímpetos, mas não deixa de ser importante tirar partido da minha experiência e analisar as etapas com cuidados redobrados."

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