Joana Lemos diz que Dakar na América é uma boa alternativa
A antiga piloto Joana Lemos considerou hoje que o anúncio da passagem do rali Dakar para a América do Sul já era esperado e é uma alteração normal.
"Este anúncio vem no alinhamento natural do que tinha sido já dito, não oficialmente, pela própria ASO, na sequência da anulação do Lisboa-Dakar'2008. Portanto parece-me que esta é uma alternativa mais que natural", afirmou Joana Lemos.
A ex-participante da mítica prova de todo-o-terreno sublinhou que "não faria sentido que a ASO viesse anunciar a 31.ª edição sem nenhuma alteração, ou seja, na mesma em África".
"Agora, isto não quer dizer que seja a saída definitiva do rali de África", lembrou Joana Lemos. "Acho que esta pausa foi adoptada porque não havia outra solução e o que há a ressalvar é, sem dúvida, o interesse e a importância que a ASO está a dar aos concorrentes, em querer arranjar, o mais rapidamente possível, formas alternativas para que eles possam correr", acrescentou.
"A meu ver continuará a ser o maior rali do Mundo. A esta distância, acho que é o que eles podem fazer, porque, como calculam, um rali desta dimensão não se organiza em dois ou três meses. Por isso, é natural", sustentou.
Questionada sobre se Portugal vai receber contrapartidas por não acolher a partida de 2009, Joana Lemos remeteu uma resposta para o responsável da João Lagos Sports, empresa que detinha a organização do Lisboa-Dakar em território nacional.
"Essas contrapartidas será o João Lagos, oportunamente, a anunciá-las, as negociações continuam a decorrer, está tudo no bom caminho e, dentro de algum tempo, não muito, penso eu, o João Lagos irá oficialmente fazer uma declaração e anunciar as coisas que irão ser feitas no âmbito da parceria que existe entre nós e a ASO", anunciou a também directora da João Lagos Sports.