Leal dos Santos: «Balanço é extremamente positivo»

O piloto português destacou a boa relação com o colega de equipa, Peterhansel...

Leal dos Santos: «O balanço é extremamente positivo»
Leal dos Santos: «O balanço é extremamente positivo» • Foto: EPA
Adicione como fonte preferencial no Google

O piloto português Ricardo Leal dos Santos fez esta terça-feira um balanço "extremamente positivo" da participação no Dakar’2011, onde foi 7.º nos automóveis, enaltecendo o trabalho da equipa.

"O balanço é extremamente positivo. Tínhamos uma equipa excelente, a equipa do carro foi até considerada das melhores da prova", afirmou Leal dos Santos, que esta terça-feira fez em Lisboa um balanço da participação no rali Argentina-Chile, que terminou sábado.

Ao volante de um BMW X3 CC, Leal dos Santos confessa que foi algumas vezes pressionado a "andar devagar", pois qualquer erro poderia prejudicar a estratégia da equipa, mas que ainda assim tudo correu pelo melhor.

"Há sempre factores que não dependem de nós, mas correu tudo muito bem. Todos estavam impressionados com o nível, com a prestação e com o carro. Dentro e fora da equipa todos estavam impressionados", confessou o piloto.

"É muito mais uma prova de verdade desportiva do que aquela que era em África, mas para ser desportiva é menos de aventura, esse espírito funcionou nos primeiros anos, mas depois perdeu-se", explicou Leal dos Santos, referindo-se à passagem do rali para terras sul-americanas.

Do companheiro de equipa, o francês Stepanhe Peterhansel, vencedor de seis ralis Dakar em motos trocando depois para automóvel, Leal dos Santos não podia estar mais satisfeito.

"Tivemos um acolhimento excelente por parte de Peterhansel. De início foi reservado, mas depois na 2.ª/3.ª etapa de Marrocos, ganhou confiança connosco. Passou-nos muita informação, novas técnicas de navegação, funcionou muito bem a nossa relação", ressalvaram Leal dos Santos e Paulo Fiúza.

Do que correu melhor na prova, Leal dos Santos considera que foi a navegação: "Onde os grandes falharam, nós acertámos, onde os outros se perderam, nós continuámos".

Como pior, e depois de pensar um pouco, Leal dos Santos avançou que talvez tenha sido o buraco onde o BMW ficou atascado e que os fez perder 15 minutos, de resto consideram que a participação foi um sucesso.

Quanto às paisagens do Chile e da Argentina, Leal dos Santos e Paulo Fiúza confessam que deu para usufruir da sua beleza, "sempre que os vidros do carro estavam limpos."

"Há o encanto do país, das pistas, sobretudo no Chile, das dunas, das pessoas que nos vêm ver. Na Argentina há uma histeria de público. Uma coisa indescritível", sublinhou, contando que na primeira ligação durante 300 quilómetros havia um cordão humano a assistir à passagem da caravana.

Em relação ao contrato com a BMW, Leal dos Santos não quis adiantar grandes pormenores, mas considera que é para continuar depois da prestação que tiveram no rali.

Para já, Leal dos Santos e Paulo Fiúza vão dedicar-se, por indicação da equipa, ao ginásio enquanto esta não alinhar as provas que têm para a dupla participar, decisão que também está dependente da reunião da Federação Internacional do Automóvel onde se vai decidir, entre outros assuntos, os regulamentos. Quase certa está a participação na Baja de Aragão, no verão.

Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Newsletters RecordReceba gratuitamente no seu email a Newsletter Geral ver exemplo
Ultimas de Todo-o-Terreno
Notícias
Notícias Mais Vistas