Operação Dakar está em marcha
A Red Line Off Road Team esteve na última semana em Marrocos a testar o novo bólide com que Francisco Inocêncio vai marcar presença no Dakar de 2011, entre 1 e 17 de janeiro, na Argentina e no Chile.
A Red Line Off Road Team esteve na última semana em Marrocos a testar o novo bólide com que Francisco Inocêncio vai marcar presença no Dakar de 2011, entre 1 e 17 de janeiro, na Argentina e no Chile.
Uma das maiores estruturas portuguesas de todo-o-terreno, composta por 5 elementos (Francisco Inocêncio, Pedro Velosa, Francisco Henriques, Fernando Rodrigues e Carlos Gonçalves), aproveitou as excelentes condições existentes em Merzouga (Marrocos) para preparar da melhor forma a nova Nissan Navara que irá participar num dos maiores eventos mundiais do desporto automóvel.
O piloto português, que já participou por diversas vezes nesta aventura, explicou a Record as razões que o levaram a optar pelas dunas do Erg Chebi para realizar este treino decisivo. “Em Marrocos temos pistas abertas e temos as dunas que em Portugal não podemos usar. O local mais perto de Lisboa com as condições que pretendemos é Merzouga e foi por isso que optámos por vir para cá. Este é o local mais parecido com a Argentina e o Chile, embora lá as dunas sejam um pouco maiores e a areia seja um bocadinho mais dura”, admitiu Francisco Inocêncio.
Foram cinco dias de testes intensos em que a equipa conseguiu “sentir” o carro e para o piloto foi um bom treino. “Fiz aqui os testes, aproveitando os road-books do Rali Transibérico deste ano. No primeiro dia andei em pistas rápidas e no 2.º fiz treino em dunas. O carro teve um comportamento muito bom, o que eu já esperava, pois tinha analisado a performance destes bólides no Dakar de 2010. Sabia que quando o experimentasse ele iria superar as minhas expectativas. Foi isso que aconteceu”, garantiu Inocêncio.
Diferenças
O piloto nacional, de 48 anos, aproveitou ainda para falar das diferenças que existem ao correr um Dakar no outro lado do Mundo. “O Dakar que eu conheci dificilmente irá voltar a existir. Não há condições neste continente para realizar uma prova desta envergadura. Há poucos hotéis, as bombas de gasolina são escassas, as ligações terrestres são totalmente diferentes. Isso leva a que se viva um ambiente de acampamento, ou seja, desde as equipas que levam as melhores condições financeiras até às piores todos dormem no mesmo espaço. Na Argentina, há muito mais condições e embora se diga que ‘Dakar é África’ eu não acredito que se volte a correr nestas paragens”, concluiu Francisco Inocêncio, que disputou por 4 vezes o Dakar, três delas em solo africano.
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