Paulo Gonçalves: «Será um Dakar sem descanso para os pilotos»

Piloto português será o dorsal número 17 na sua 11.ª participação na prova

Paulo Gonçalves é um dos dez pilotos portugueses que estarão à partida do Dakar de 2017, enfrentando a maior prova de de todo-o-terreno do Mundo pela 11.ª vez. Aos comandos de uma Honda CRF 450 Rally da equipa Monster Energy Honda Team, o segundo classificado da edição de 2015 espera uma missão complicada mas aponta à vitória final.

"Temos a certeza absoluta de que este Dakar vai ser mesmo muito difícil, bem mais difícil do que aquilo que já foi em anos anteriores, vamos ter praticamente metade da corrida feita em grande altitude, meia semana de competição, seis dias de corrida, onde nunca vamos baixar dos 3.500 metros. Vamos inclusive ter uma etapa que vai tocar os 5.000 metros, 4.900 para ser mais preciso. Isso irá causar certamente muita dificuldade aos pilotos, dores de cabeça, lentidão na forma de pensar, um desgaste físico muito grande porque para além de estarmos a competir a 4.800 metros em alguma situação em descanso nunca baixaremos dos 3.500 durante essa semana", salientou Paulo Gonçalves numa primeira análise ao percurso.

"Para além disso também temos etapas que vão tocar os 1.000 quilómetros entre troço cronometrado e ligação e tudo isso são dificuldades acrescidas. Será certamente um Dakar sem descanso para os pilotos e é importante chegar lá o melhor preparado possível, fazer uma boa aclimatação de forma a tentar sofrer o menos possível porque sofrer de certeza que vamos sofrer de alguma maneira. Pelo menos, temos de tentar reduzir essa dificuldade ao máximo de forma a poder render e estar permanentemente na luta pela vitória final que esse é obviamente o principal objetivo de um baixo leque de pilotos do qual me incluo", acrescentou o piloto português, de 37 anos.

A prova arranca em janeiro, com a primeira etapa a ter lugar no dia 2 (segunda-feira) entre Assunção, a capital paraguaia, e Resistencia, na Argentina. Um total de 12 etapas a perfazerem cerca de 9.000 quilómetros com passagem por três países sul-americanos (Paraguai, Argentina e Bolívia), dos quais mais de metade serão disputados a contrarrelógio.

Por José Angélico
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