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Elisabete Jacinto: «O meu camião está no limite máximo do que pode fazer»

Piloto compete com máquinas superiores

Elisabete Jacinto abordou a questão da escolha dos pilotos por parte das equipas na categoria de camiões, na qual corre. À conversa com Record, a piloto portuguesa admitiu que nesta área "não existe" o conceito de contratação de profissionais a outras equipas e, portanto, é complicado chegar às grandes máquinas.

"Um camião é feito em torno de um piloto e depois há outras equipas que os constroem e alugam por preços fabulosos, e só quem tem muito dinheiro consegue chegar a eles. Os Kamaz convidaram-me para conduzir um camião deles mas devido ao contrato que tinha na altura não tive hipóteses. Não sei até que ponto seria bom, mas tenho um bocadinho a ideia de que com outra equipa não vou ter o mesmo sucesso. Podes alugar um camião muito bom mas depois vais sempre duvidar sobre se te dão a melhor assistência", frisou Elisabete, que faz neste momento a viagem de regresso a Portugal, após a participação no Libya Rally, em Marrocos.

A piloto debruçou-se depois sobre o camião da Oleoban, confessando que este tem limitações que dificilmente podem ser ultrapassadas: "A minha esperança era tornar o meu camião muito competitivo e já percebi que não consigo. Está no limite máximo do que posso fazer com ele. Ter um novo estava nos planos há uns anos, mas depois começou esta crise toda. As coisas tornaram-se muito difíceis, trabalhamos muito mais para termos muito menos".

E se, apesar de tudo, Jacinto recebesse um convite para conduzir um camião de topo?

"Aí ia sentir que era eu que não conseguia fazer mais. Nunca passei por essa situação. Até onde conseguia ir com um camião super potente? Tinha primeiro de conhecê-lo, fazer muitos quilómetros. Provavelmente tinha de me adaptar", concluiu.
Por Luís Miroto Simões
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