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01 julho 2022 - 22:06

Ana Catarina Monteiro sai satisfeita de Oran: «Mais do que a medalha, o tempo foi especial»

Portuguesa conquistou prata nos 200m mariposa dos Jogos do Mediterrâneo

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A nadadora olímpica Ana Catarina Monteiro mostrou-se esta sexta-feira feliz pela medalha de prata nos 200 metros mariposa dos Jogos do Mediterrâneo Oran'2022, um "indicador fantástico" por ter conseguido a melhor marca desde 2019.

"[É a melhor marca] desde 2019. Antes da Covid-19, depois não. Nos Jogos [Olímpicos Tóquio'2020], nadei em 2.09 minutos, mas mais alto. Estava numa forma completamente diferente desta, estou em momento de preparação para o Europeu. Foi um indicador fantástico, e ter ido à luta até ao último segundo foi mesmo importante para mim", declarou, pouco depois de sair da piscina.

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Com um tempo de 2.09,32 minutos, o melhor desde 2019, Monteiro só foi batida pela bósnia Lana Podar, que nadou a distância em 2.09,18, pouco tempo depois de Diogo Ribeiro ganhar o ouro nos 50 metros mariposa.

A turca Merve Tuncel foi terceira, com 2.12,59, e em quarto lugar ficou Mariana Cunha, com um tempo de 2.12,73, a melhor marca pessoal de sempre para a nadadora portuguesa.

A barreira psicológica que enfrentava, aos 28 anos, foi uma questão que vincou, e lutar pela medalha de ouro até ao final, com a bósnia a superiorizar-se por muito pouco, era algo de que "estava mesmo a precisar".

Repete a prata de Tarragona'2018, na mesma distância, e a nadadora do Fluvial Vilacondense ainda estará nos 100 mariposa, mas para já esta medalha "é sempre marcante". "Confesso que mais do que a medalha, o tempo foi especial para mim. Claro que a medalha é sempre marcante. Se fosse o ouro, poder ouvir o hino, era fantástico. Ter ouvido o hino na prova do Diogo, com a prova fantástica do Diogo, o ambiente fantástico na bancada, ajudou-me a libertar e a dar tudo para esta prova. Não foi o ouro mas foi uma prata com sabor muito especial, pelo tempo", definiu.

O fator psicológico era notório. "Tenho 28 anos e às vezes há momentos em que pomos em causa se somos capazes. Acho que este momento foi importante para isso", explicou, emocionada.

A primeira mulher portuguesa a chegar a uma meia-final olímpica, em Tóquio2020, quando acabou em 11.º os 200 metros mariposa, o terceiro melhor resultado de sempre de toda a natação portuguesa em Jogos Olímpicos, aponta agora aos Europeus de Roma, em agosto.

Na mesma final, também Mariana Cunha se superou, ao ser quarta com 2.12,73, a sua melhor marca pessoal de sempre, num dia em que também Gabriel Lopes fixou novo recorde pessoal, 2.13,64, nos 200 bruços, em que foi quinto.

Portugal tem agora 12 medalhas na prova, somando os ouros de Diogo Ribeiro e Rafael Reis, à prata de Ana Catarina Monteiro, Jieni Shao, Lorène Bazolo, Liliana Cá e da equipa masculina de ténis de mesa, e os bronzes de Evelise Veiga, Filipa Martins, Tiago Pereira, João Geraldo e da equipa feminina do ténis de mesa.

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Os Jogos do Mediterrâneo Oran'2022 arrancaram em 25 de junho e decorrem até 6 de julho, com mais de três mil atletas de 26 países diferentes, incluindo 159 portugueses em 20 disciplinas.

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