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05 fevereiro 2022 - 17:39

António José Silva: «É o reconhecimento da capacidade de gestão, de liderança e do trabalho»

Português sucede ao italiano Paollo Barelli na presidência da Liga Europeia de Natação

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António José Silva considerou este sábado que só foi possível tornar-se presidente da Liga Europeia de Natação (LEN) face ao "reconhecimento" internacional do trabalho que tem realizado na liderança da Federação Portuguesa de Natação (FPN).

"É o reconhecimento da capacidade de gestão, de liderança e do trabalho, não de uma pessoa, mas de uma federação que tem na liderança alguém a quem foi reconhecido este trabalho", justificou o dirigente, em declarações à Lusa.

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No congresso extraordinário da LEN, realizado em Frankfurt, Alemanha, António José Silva foi eleito, com a aprovação de 48 das 50 federações europeias, para suceder ao italiano Paollo Barelli, que deixa o cargo prematuramente depois de acusações de "má governação, falta de transparência e de projetos para as federações".

"É um momento único para Portugal e para a diáspora, porque é a primeira vez que um português assume um cargo desta responsabilidade. A LEN na Europa equivale à UEFA no futebol e a natação, a par do atletismo e do futebol, é uma das modalidades mais importantes a nível mundial", ilustrou.

O dirigente português pretende preconizar na LEN a democracia, integridade e boa governança, mas também, entre os quatro pilares apresentados no seu programa, o apoio ao desenvolvimento aquático, a aposta nas diversas disciplinas aquáticas e a sustentabilidade do organismo.

"Todas as nossas preocupações estão escudadas nestes quatro pilares que dão resposta às principais críticas das federações europeias neste processo que levou à destituição destes órgãos diretivos", sustentou.

António José Silva considera que "não haverá muitas dificuldades" para implementar as suas ideias quando tem "um plano ação bem definido, interlocutores à altura e bom programa e respetivos responsáveis".

O novo presidente entende que só o "tempo" complica a sua missão, ainda assim promete que vai tentar implementar as suas ideias "no mais curto período de tempo possível", de forma a que as mudanças na Europa tenham igualmente "repercussão a nível mundial".

Até 2024, o dirigente vai acumular as presidências da FPN e da LEN e, posteriormente, "os resultados alcançados" nos dois organismos vão ditar o seu futuro internacional, uma vez que não poderá concorrer a um quarto mandato na federação nacional.

O dirigente disse ainda ter a "certeza" de que a natação portuguesa vai beneficiar das suas novas responsabilidades europeias.

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