João Costa: «O meu treinador e irmão, Rui, inspirou-me a querer ganhar coisas»

Nadador revela a grande diferença que sentiu quando começou a ser orientado pelo irmão

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• Foto: DR Record
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O nadador João Costa salienta que o treinador e irmão, Rui Costa, é um ídolo enquanto primeiro atleta que viu nadar e pilar para a "paixão pelos Jogos Olímpicos", após conquistar vaga nos 100 metros costas de Paris'2024.

Em entrevista à Lusa, o nadador de 22 anos diz ter sentido "o clique para competir e ganhar mais" na modalidade entre os 16 e os 17 anos, quando começou a ser orientado por Rui Costa, treinador do V. Guimarães desde setembro de 2016, que o inspirou a querer "ganhar coisas" quando ainda nadava nos campeonatos regionais e nacionais.

"O meu ídolo é o Rui, porque foi o primeiro atleta que eu vi a nadar, a conquistar troféus e títulos. Foi ele o segredo disto tudo, de eu estar onde estou, não porque é o meu treinador, mas porque o admirava muito quando era pequeno. Temos 10 anos de diferença e olhava para ele com outros olhos. Eu via-o ganhar coisas e também queria ganhar", assume.

Além da influência na melhoria dos resultados, João Costa também atribui ao treinador a inspiração para se apaixonar pelos Jogos Olímpicos, evento em que garantiu vaga para 2024, em Paris, depois de percorrer os 100 metros costas em 53,71 segundos, recorde nacional, nos Mundiais de natação de Fukuoka, no Japão, em 24 de julho.

"Foi ele o pilar disto tudo. Essa paixão pelos Jogos Olímpicos veio dele. Era um objetivo dele na vida, que infelizmente não conseguiu. Não ficou muito longe, mas não conseguiu. O facto de ele não ter conseguido o objetivo motivou-me mais para o conseguir", reconhece.

Apesar da relação familiar, João Costa aprecia o seu treinador pela experiência que tem e pela forma como lida com os sentimentos dos desportistas que treina em Guimarães, cidade onde vive e treina na maior parte do tempo, apesar de dispor de centros de alto rendimento no vale do rio Jamor, em Oeiras, e em Coimbra.

Recordista nacional dos 100 e dos 50 metros costas, em igualdade com Alexis Santos (25,28 segundos), o nadador justifica a permanência na cidade minhota com a oportunidade de trabalhar com o irmão e com colegas como Alexandre Amorim e Tomás Lopes, medalha de bronze nos Campeonatos Nacionais de natação de Coimbra, em 2022, circunstâncias que o ajudam a "estar bem mentalmente".

"Estar bem mentalmente é superior a tudo o resto e significa estar com os meus colegas, treinar com a minha equipa, com as pessoas de que gosto. Gosto de estar em Guimarães, de viver em Guimarães. Isso faz-me sentir bem a treinar, não me faz sentir cansado. É importante estar bem onde estou. É esse o meu segredo", esclarece.

Recém-apurado para os terceiros Jogos Olímpicos realizados em Paris, depois das edições de 1900 e de 1924, João Costa diz-se bem ao serviço do Vitória de Guimarães, clube que o "acolheu desde pequeno", e espera que o feito incentive mais pessoas do concelho a praticarem natação.

"Quero que o Vitória tenha mais atletas na natação. Espero que esta notícia de eu ir aos Jogos Olímpicos e estes resultados bons atraiam mais atletas para a equipa. É sempre bom para dar mais motivação, para a natação subir um bocadinho nas modalidades e termos uma equipa maior", assume.

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