Super Bowl: Defesa dos Patriots anula Rams e garante 6.º título a Brady e Belichick

Triunfo por 13-3 na edição 53 da prova, em Atlanta

A defesa dos New England Patriots anulou por completo o ataque dos Los Angeles Rams e levou Bill Belichick e Tom Brady ao sexto triunfo no Super Bowl, com um triunfo por 13-3 na edição 53, em Atlanta.

Na final da Liga norte-americana de futebol americano com menos pontos - 16, contra os 21 de 1973, entre Miami Dolphins e Washington Redskins -, registou-se apenas um 'touchdown', em corrida, por Sony Michel, já no quarto período.

Michel materializou o único 'drive' em que Tom Brady esteve ao seu nível, na primeira vez, em nove presenças no Super Bowl, em que não fez qualquer passe para 'touchdown' e foi intercetado uma vez, logo no primeiro ataque.

Brady, que completou 21 de 35 passes, para 262 jardas, no seu 30.º triunfo nos 'play-offs', reforçou, com 41 anos e 183 dias, o estatuto de 'quarterback' com mais vitórias no Super Bowl, as seis que colecionou sob o comando de Belichick.

Num jogo marcado pela supremacia das defesas, o 'wide receiver' Julian Edelman, de 32 anos, foi eleito o Jogador Mais Valioso (MVP), ao conseguir 10 receções, para um total de 141 jardas, mais oito em corrida.

Do lado dos Rams, a defesa esteve a um bom nível, anulando quase todas as iniciativas de Brady, mas o ataque esteve irreconhecível, com o quarterback Jared Goff a nunca conseguir ligar o jogo do conjunto de Los Angeles, que acumulou 'third downs' não concretizados e 'punts'.

O encontro começou com um erro pouco comum de Brady, que sofreu uma interceção, mas, do outro lado, a defesa dos Patriots foi mostrando ao quarterback que estava presente.

O conjunto de New England foi o primeiro a estar perto de marcar, o que só não aconteceu, ainda no período inicial, porque Stephen Gostkowski falhou um pontapé de 46 jardas, ele que, ao longo da época, tinha marcado 27 de 28 a menos de 50.

As duas equipas foram, de resto, trocando 'punts', até que, já no segundo período, Gostkowski não desperdiçou a segunda oportunidade, agora de 42 jardas, e colocou os Patriots a vencer por 3-0, resultado que se manteve até ao intervalo.

O terceiro período quase arrancou com uma interceção a Goff, que acabou por escapar-se e ao terceiro ataque, conseguiu, finalmente, fazer os Rams avançar no terreno e marcar: um pontapé de Greg Zuerlein empatou o jogo.

O 3-3 já não se alterou até ao final do quarto, o que fez com que, pela primeira vez na história, o terceiro período terminasse sem qualquer 'touchdown' e com apenas seis pontos no marcador, o mínimo de sempre.

Os derradeiros 15 minutos começaram com tudo por definir e não trouxeram novidades, com os primeiros ataques a acabarem em 'punts', até que Tom Brady fez um daqueles 'drives' que fizeram dele um dos melhores da história.

Um passe para Edelman e dois para um até aí 'ausente' Rob Gronkowski colocaram pela primeira vez os Patriots na 'red zone', a duas jardas do 'touchdown': a opção de Brady foi a corrida, Sony Michel não desperdiçou e Gostkowski fez o 10-3.

Faltavam ainda sete minutos, mas Goff, consciente que era preciso marcar, começou a forçar, com um bom passe para Brandin Cooks (oito receções e 120 jardas) e outro para Robert Woods (cinco receções e 70 jardas).

Parecia que, finalmente, os Rams podiam chegar ao 'touchdown', só que, na jogada seguinte, Goff colocou a bola nas mãos de Stephon Gilmore, numa interceção que 'acabou', praticamente, com as opções do conjunto de Los Angeles.

De novo com a bola, Brady controlou o tempo e foi avançando no relvado, alternando passes com corridas, para proporcionar mais um pontapé a Gostkowski, que, a 41 jardas dos postes, não perdoou, colocando o resultado em 13-3.

Já em desespero, e a duas posses de bola de distância, os Rams ainda tentaram reentrar na discussão do encontro, mas a tentativa de 'milagre' acabou quando Zuerlein falhou um pontapé, a 48 jardas. O jogo terminou pouco depois.

Os Patriots, que já haviam vencido em 2002, 2004, 2005, 2015 e 2017, sempre com a dupla Belichick/Brady, somaram, assim, o seu sexto Super Bowl, igualando os Pittsburgh Steelers na liderança do 'ranking'.

Gisele Bündchen festeja com beijos e abraços mais um Super Bowl de Tom Brady

Por Lusa
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