Acabem com as drogas!

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Há uns meses escrevi neste mesmo espaço sobre o fenómeno do doping no wrestling, incidindo a análise no espectáculo desportivo que se vai fazendo nos Estados Unidos, com especial realce à World Wrestling Entertainment. Regresso ao tema após a morte de Test, antiga vedeta dos ringues da organização de wrestling mais mediática do mundo.


A direcção da WWE vai fechando os olhos aos consumo de substâncias ilícitas, uma vez que por se tratar de um espectáculo encenado e onde a componente física dos atletas não pode ser descurada. Os esteróides, analgésicos e afins (mais do que provável causa da morte de Test) são parte da rotina dos lutadores norte-americanos. O início é calmo e comedido, mas com o passar dos anos, com o avolumar de lesões e com o inefável peso da idade a espreitar, as estrelas dos ringues não hesitam em aumentar a dose, tornando-se por vezes dependentes de uma miríade de substâncias .


Chegamos ao ponto em que Vince McMahon terá de tomar medidas. Ele que tanto se preocupa com os guiões que saem nos sites da especialidade entes dos espectáculos terem lugar, ele que quer tornar a WWE mais familiar e por isso proibiu as Divas de se "mostrarem" ao mundo, terá de começar a apertar o cerco de forma séria a quem consome drogas nos seus pavilhões. Não se trata de fazer campanhas infrutíferas e alegados programas de combate ao doping no wrestling. Tem de ser duro, implacável e temerário. Despedir uma grande estrela por ser um mau exemplo para as crianças dará, a médio prazo, mais mediatismo e brilhantismo à causa. Mais uma lista de lutadores desaparecidos com mais de dez nomes por ano não terá, necessariamente, o mesmo efeito.

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