O outro lado do sonho
Longe dos ringues dourados, das luzes, efeitos pirotécnicos e fumos que ajudam a compor o espectáculo, e, acima de tudo, bem longe dos adeptos, existem muitas polémicas em torno da WWE.
A recente rescisão de contrato com Trevor Murdoch e Ashley Massaro são dois exemplos daquilo que nem sempre corre bem no seio da organização norte-americana. Muitos são os casos que acabaram por sair para a comunicação social, principalmente a europeia, sobre despedimentos motivados por lutadores que se recusavam a cumprir guiões com os quais não concordavam, estrelas colocadas na “prateleira” apenas porque outros colegas fizeram “queixinhas” e por aí fora.
Uma das notas recorrentes que recentemente têm saído através do espesso muro de silêncio que impera na World Wrestling Entertainment foi precisamente a propósito da saída de Murdoch.
De acordo com fontes próximas do lutador, que até já está de regresso à acção noutra empresa do ramo, o problema iniciou-se quando o craque recebeu o “guião” da sua personagem para os meses seguintes. A personagem teria de enveredar por um caminho nefasto e que não agradava ao lutador, que, de modo civilizado, pediu algumas alterações de fundo na personagem. A resposta? Um fax de despedimento…
Este não é caso virgem ao longo da história da organização e nomes como Santino Marella, Lita, Edge, Rey Mysterio, REVD, entre muitos outros, já se viram a contas com problemas junto da direcção da WWE devido a problemas deste género. Ou porque a respectiva personagem estava a levar um rumo que não condizia com os desejos do lutador, ou até porque o rácio entre vitórias e derrotas não era o mais condizente com o habitual estatuto da estrela em causa.
Contudo, como em qualquer família numerosa, a coisa lá se vai mantendo sob um manto de silêncio até alguém dar com a língua nos dentes. Como o ditado das comadres zangadas. A última corrente no que diz respeito a polémicas deste tipo tarda em sair para junto do público de forma clara, mas tem a ver com o crescente poder de Triple H no seio da organização norte-americana. Há quem diga que está a tornar-se “patrão” sem o ser. Aguardam-se novidades.