Pois claro que há doping...
Após leitura atenta da entrevista de Jeff Hardy à WWE Magazine, é impossível não deixar umas linhas sobre o dilema da organização norte-americana a propósito dos casos de doping.
Sendo um espectáculo desportivo, onde existem programas pré-definidos, necessidade de colocar as luzes da ribalta sobre determinado lutador em fases diferentes da "época" e onde o objectivo é mostrar corpos musculados e próximos daqueles dos deuses da Antiguidade, a WWE não limita obviamente a utilização de compostos que visam o aumento de massa corporal.
Para a World Wrestling Entertainment, ter gigantes de corpos perfeitos é mais do que um desejo, um objectivo. Contudo, ao longo dos anos, foi crescendo o número de jovens adeptos do espectáculo que, de modo a seguirem as pisadas dos seus heróis, lá iam juntando uns trocos para comprar umas barras energéticas, que depois passaram a ser uns batidos de proteínas e que depois passaram a ser "carga pesada". Aquilo que definimos no meio como "bombas".
E é este o paradigma da WWE. Se, por um lado, quer ver os seus contratados "crescer", não pode fazer a apologia da ingestão de substâncias que, conforme esta provado pela ciência, promovem inúmeros problemas de saúde, que vão desde a dependência a impotência, passando por coisas bem piores.
A solução foi a criação destas "suspensões fantasma", onde, de acordo com fontes próximas da WWE, de tempos em tempos, um ou outro lutador, vai de férias durante uns dias, de modo a que se venda a ideia que houve crime e castigo. Tem funcionado...