Randy Orton: «Prometo ser calmo e zen»
Randy Orton é daquelas figuras incontornáveis do espectáculo que é o wrestling norte-americano, nomeadamente a WWE. Cumpre o seu trabalhinho com qualidade, respeita os superiores, tem técnica e físico para dar e vender, para além de ser uma verdadeira “carinha laroca” que agrada aos adeptos da competição (especialmente o público feminino, mas não só...).
Recentemente esteve em foco por ter sido considerado o “maior vilão” dos Estados Unidos, numa votação do canal televisivo para crianças “Nickelodeon”, e por ter sido pai pela primeira vez. Motivos mais do que suficientes para os habituais momentos de “memorabilia”, com a imprensa do país de George Bush a pescar estórias do baú de recordações do talentoso lutador.
Uma das mais interessantes remonta a meados de 2005/06, quando Orton era mais novo, mais imberbe e menos calmo. De acordo com fontes próximas da World Wrestling Entertainment, a ascensão de Orton foi, mais do que uma prova contra o talento de outros intervenientes do espectáculo, uma luta interna e bem pessoal para não degenerar num flop.
Em causa estavam problemas de controlo de agressividade. Diz quem sabe e presenciou que, de um momento para o outro, o craque passou a ter uma atitude mais bruta, menos tolerante e profícua em pequenas quezílias com colegas.
A organização tentou lidar com o caso de forma normal, mas a atitude não mudou com meros avisos. Até ao dia em que Orton, nos corredores rumo ao ringue, insultou de forma dura um grupo de Divas que teve o azar de se cruzar com ele em “dia não”.
Os dirigentes entenderam que se tratava de algo patológico e para além da avultada multa, obrigou-o a frequentar sessões de controlo do comportamento agressivo, relembrando que antes de ingressar no mundo do wrestling, Orton foi afastado da Marinha norte-americana, precisamente devido a problemas em controlar os impulsos.
Bonança
Depois deste castigo, Orton interiorizou (conforme se ouve dizer nas sessões de terapia) que tinha um problema e prometeu mudar. Prometeu-o à organização, cumpriu e tem colhido os frutos disso ao nível do guião para a sua personagem.
A nível pessoal, onde segundo rezam as crónicas a coisa era semelhante, também mudou agulhas para uma vida mais “zen”, com mais tempo para a mulher e com o desejo, entretanto cumprido, de ser pai. Fica assim provado para todos os “irritadiços” do mundo que é possível mudar. Se até o “Assassino de Lendas” conseguiu tornar-se um gatinho fofo...