Bodyboard: No deserto já se surfa
Frederico Bessone, Edmundo Veiga e Hugo Pinheiro em experiência única...
Já nada é impossível nos dias que correm. Nem saltar do espaço para cair diretamente no Novo México, nem... fazer bodyboard no meio das dunas do exageradamente escaldante deserto do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Conscientes disso mesmo, os portugueses Hugo Pinheiro, EdmundoVeiga e Francisco Bessone, enquanto iam a caminho da Indonésia – “tem as melhores ondas do Mundo e preferimos ir para lá sempre nesta altura do ano”, explica Pinheiro, bodyboarder profissional e já 4 vezes campeão da Europa –, pararam no Dubai para experimentarem a última invenção vinda das arábias: uma piscina de ondas em pleno deserto daquele Emirado.
“No princípio foi estranho, porque tivemos de nos habituar à densidade da água doce, já que habitualmente surfamos na salgada”, começou por referir Edmundo Veiga, que para além de apanhar ondas seja onde for, gere um negócio ligado à modalidade.E continuou: “Procurar a onda perfeita para o bodyboard demorou um pouco, pois existem 5 diferentes que podemos escolher, mas depois foi só diversão. Fiquei fã”.
A Indonésia teve de esperar, pois o oásis dos Emirados pedia mais do que um simples piscar de olho.
Preferências
Ao todo foram 5 dias no Dubai para poder usufruir do “novo brinquedo”. Hugo Pinheiro explicou que este tipo de piscinas torna-se “ num campo de treino autêntico”, pois é possível fazer e refazer uma manobra sem ter de esperar que o mar, que tem vontade própria, traga a próxima onda.
Mas será isto capaz de substituir a praia? “Acho que é o futuro, sem dúvida.A modalidade deve passar por esta evolução”, disse Veiga. Porém, Bessone, inquilino do mar desde que se lembra, é peremptório: “Gostava de ter uma coisa daquelas por cá. Mas ainda prefiro o mar.”