Canoagem: Águas douradas
A viragem aconteceu com uma clara aposta na juventude e na planificação...
Depois da estreia da canoagem portuguesa nos Jogos Olímpicos de Seul (1988) e de um 6.º lugar de José Garcia nos Jogos de Barcelona (1992) – sendo o melhor representante nacional –, a modalidade andou a navegar por águas agitadas, ao ponto de a Federação ter acumulado dívidas no valor de 500 mil euros. Hoje, o cenário é bem diferente, quase o oposto. Há medalhas, campeões do Mundo e da Europa, e o dinheiro é muito escasso.
“Houve um certo deslumbramento com os primeiros resultados internacionais e a canoagem não estava preparada nem estruturada para isso. Havia dinheiro a mais e as exigências eram poucas. Depois pagou-se pelo exagero e a modalidade viveu um período bastante conturbado”, explica Mário Santos, presidente da Federação Portuguesa de Canoagem.
Como atleta, o agora líder federativo, de 39 anos, chegou a testemunhar a polémica que envolveu a criação de uma federação paralela. “Os sinais de rutura eram evidentes e não havia diálogo possível”, recorda.
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