Canoagem: Dirigentes acreditam em mais apurados em 2012
"Temos grandes possibilidades de brilhar com as mulheres", disse...
Portugal conseguiu "apenas" cinco vagas para Londres'2012 durante os Mundiais de canoagem da Hungria, mas o selecionador e o presidente da federação acreditam que o número ainda vai subir e a modalidade vai orgulhar o país nos Jogos Olímpicos.
"Temos grandes possibilidades de brilhar com as mulheres. Também pensava que o teríamos com o K4 masculino. Ganharam o Europeu e a minha experiência de 40 anos como treinador diz-me que iriam aos Jogos e andar na zona das medalhas. Mas o desporto não é matemática. Infelizmente a prova decisiva não correu bem. Temos bom nível, mas houve talvez algum excesso de confiança", lamentou Ryszard Hoppe (na foto).
O selecionador, de origem polaca, lembra, no entanto, que estiveram em competição "mais de 90 países" e que todos se apresentaram com os mesmos objetivos de apuramento, recordando os casos em que "nações mais fortes do que Portugal conseguiram apenas uma ou duas vagas, como a Itália, que apenas o fez com um K1".
Agora Hoppe quer "preparar as tripulações" para o apuramento das últimas vagas europeias, em maio na Polónia, pois acredita que há "mais duas ou três tripulações que podem apurar".
K2 1.000, K1 e K2 200 e C1 200 são as embarcações em que Portugal vai apostar - "podemos meter mais seis atletas, mas sabemos que não temos assim tantos para fazer estas tripulações com a qualidade necessária" - faltando agora definir com que canoistas o objetivo será atacado.
O presidente Mário Santos assume que a meta era "mais ambiciosa" do que os cinco lugares já assegurados, mas acredita que ainda é possível melhorar: "Tivemos a responsabilidade e coragem de assumir esses objetivos. E fomos realistas. O K4 masculino, campeão da Europa, foi o barco que alterou essas contas...".
Ainda assim, o dirigente lembra que Portugal vai ter nova oportunidade de "mostrar valor" na qualificação continental, "para assim podermos aparecer em Londres'2012 com a equipa que queremos".
"Não podemos deixar de ser realistas. Em Sidnei'2000 apurámos um, em Atenas'2004 outro e em Pequim'2008 quatro. Agora já temos cinco, quando no ciclo olímpico anterior tínhamos zero nesta qualificação mundial", alertou.
E, mantendo a ambição elevada, conclui: "A canoagem portuguesa não pretende pura e simplesmente a participação olímpica...".