Canoagem: Nuno Barros com título no horizonte

Espero estar à altura das dificuldades e ter a felicidade de estar melhor que todos os outros"...

Canoagem: Nuno Barros com título no horizonte
Canoagem: Nuno Barros com título no horizonte
Adicione como fonte preferencial no Google

Nuno Barros está em Roma apostado em recuperar no sábado o estatuto de melhor canoísta internacional de maratonas, em C1, sinal de que tinha juntado os títulos europeu e mundial.

"Em 2011, em Singapura, desisti, pois não aguentei o calor e humidade elevadíssimos. Não pude defender o título mundial conquistado em 2010. Agora ataco-o com mais afinco e vontade. É a minha ambição. Não é ajustar contas, mas tentar recuperar algo que já foi meu", resumiu.

Em entrevista à agência Lusa, o atleta do CN Ponte de Lima admite que é "dos melhores a nível internacional", mas, para o provar mais uma vez na água, vai ter de ultrapassar um "conjunto de dificuldades inerentes à qualidade dos adversários, bem como ao circuito".

O Rio Tibre, que atravessa Roma, é pródigo em remoinhos e as portagens (zona em que os canoístas saem da água e carregam o caiaque a correr durante uns 100 metros até voltar ao rio) são muito íngremes, tendo-se já registado alguns acidentes com os atletas dos grupos de idades, superiores a 35 anos, que têm competido desde quarta-feira.

"As condições estão longe de ser as melhores, mas são iguais para todos. Treinei-me bem. Espero estar à altura das dificuldades e ter a felicidade de estar num momento melhor do que todos os outros", vincou. Acima de tudo, nas maratonas, um atleta deve "saber sofrer, ter muita paciência, ser humilde, treinar bem e assumir muitos sacrifícios, pois os canoístas privam-se de muita coisa na vida para poderem ser bem sucedidos".

Nuno Barros lembra que vão ser "duas horas de permanente atenção e luta, já que são muitos os ataques ao longo da prova" de 25,8 quilómetros. Para estar em Roma, o canoísta de 30 anos agradeceu ao seu comando na GNR, pois admite que, após reconhecerem os seus resultados de "mérito internacional", conquistou o direito a ter "condições facilitadas" para poder treinar.

"Têm-me respeitado e dado apoio, com facilidades para treinar, horários adaptados. Não me posso queixar, embora faltem ainda muitos outros apoios. Hoje, é-se campeão do Mundo, amanhã fala-se sobre isso, mas, no dia seguinte, já todos se esqueceram e nada mudou. Muitas vezes não se reconhece o trabalho dos atletas e de quem os apoia até chegar a este nível", lamentou.

Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Newsletters RecordReceba gratuitamente no seu email a Newsletter Geral ver exemplo
Ultimas de Outras Notícias
Notícias Mais Vistas