Canoagem: Portugal em Londres para "disputar medalhas"

Ryszard Hoppe elogia a "grande evolução" que a canoagem portuguesa registou nos últimos anos...

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O selecionador de canoagem espera apurar na Polónia mais "um a três" atletas para se juntar aos cinco já garantidos em Londres'2012, onde tenciona apresentar uma equipa a disputar a "zona das medalhas".

"Vamos apresentar seis canoistas. Espero apurar mais um a três atletas. Temos hipóteses, apesar do apuramento ser muito duro, explicou à agência Lusa Ryszard Hoppe.

O K2 1.000 Fernando Pimenta/Emanuel Silva, o K2 200 Filipe Duarte/David Fernandes, o K1 200 João Ribeiro e o K1 200 e 500 Joana Sousa vão tentar chegar aos Jogos Olímpicos, para os quais Portugal tem já cinco lugares, conquistados pelo K4 500 Helena Rodrigues/Teresa Portela/Joana Vasconcelos/Beatriz Gomes e o K1 1.000 Fernando Pimenta.

"Temos hipóteses de apuramento nas quatro tripulações que vamos apresentar (na última prova de qualificação), mas sabemos que para a Joana Sousa é mais difícil, pois ela é uma canoista mais dotada para tripulações. Ainda assim, são duas vagas e com um pouco de sorte, pode chegar lá", acrescentou.

A principal ilusão de Ryszard Hoppe está no K2 1.000 que, espera, em caso de apuramento, tem hipóteses de lutar pelas medalhas em Londres: a dupla só agora tenta a qualificação, depois da deceção de ter falhado no K4 que integrava ainda João Ribeiro e David Fernandes, tripulação campeã da Europa em título.

"Nesta prova só apura um barco. Precisam de um pouco de sorte, pois há ainda cinco ou seis barcos com nível mais ou menos igual. Depende do dia. É um barco muito forte. Com poucos treinos juntos, ganharam medalha no europeu de 2010", disse à Lusa.

Ryszard Hoppe quer mesmo que a aposta masculina portuguesa em Londres seja o K2, "pois Portugal tem mostrado nos últimos anos que é muito forte em tripulações, conquistando já muitas medalhas".

"Penso que este K2 tem grande nível e grandes possibilidades (de lutar pelas medalhas nos Jogos Olímpicos)", justificou o técnico, ciente que um K1 (Fernando Pimenta ou Emanuel Silva) dificilmente lutará pelos primeiros lugares numa final.

Segundo o selecionador, o K2 200 Filipe Duarte/David Fernandes "é o K2 200 português mais forte dos últimos anos", embora a única vaga ainda em aberto tenha de ser disputada por "cinco a oito barcos fortes" e que "um metro" possa decidir "quem apura ou fica de fora".

Especialista nos 500 e 1.000 metros, João Ribeiro também vai tentar a sorte em K1 200 - duas vagas disponíveis -, pois "tem nível e grande velocidade".

Hélder Silva (C1) era das apostas mais consistentes para apuramento, mas em janeiro entrou para a PSP e abandonou a canoagem.

"Pelo nível que vinha a demonstrar, tinha muitas hipóteses de qualificação. Mas, após um estágio na Polónia, chamaram-no para a polícia", lamentou Hoppe, que tinha "grande fé" num bom desempenho do seu pupilo.

Ao contrário de Pequim'2008, em que a canoagem portuguesa chegou com o "objetivo de participar", Ryszard Hoppe quer apresentar em Londres'2012 "um grupo para disputar a zona das medalhas", fruto da "grande evolução" que a canoagem portuguesa registou nos últimos anos.

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