Esgrima: João Cordeiro: «Treinar e trabalhar é muito complicado»

João Cordeiro reconhece que não tem tanta disponibilidade, mas quer estar no Rio’16...

Esgrima: João Cordeiro: «Treinar e trabalhar é muito complicado»
Esgrima: João Cordeiro: «Treinar e trabalhar é muito complicado»
Adicione como fonte preferencial no Google

O atirador João Cordeiro está a viver um dos melhores momentos da sua carreira, tendo conquistado neste domingo, em Dublin (República da Irlanda), a medalha de prata de espada, em prova do circuito internacional, resultado que deverá projetá-lo para o top 90 do ranking mundial.

Porém, a vida não está fácil para o atleta do Clube Atlântico de Esgrima de Cascais que agora passou a trabalhar a tempo inteiro:“Treinar e trabalhar é muito complicado, mas acredito que posso apurar-me para os próximos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Este é um bom resultado que me dá alento para continuar. Tudo o que tenho investido na esgrima é por amor à camisola”, considerou João Cordeiro.

Expoente em Portugal

O atleta, de 26 anos, é agora o expoente máximo em Portugal da modalidade, estando à frente do olímpico Joaquim Videira (top 200 do ranking), mas os apoios têm sido poucos, não permitindo uma maior dedicação à esgrima:“Em relação ao ciclo de Londres’2012, vai haver maiores limitações, porque tenho apenas disponíveis umas quatro horas diárias para me treinar e não vou poder estar tanto tempo em estágios e viagens no estrangeiro. No ciclo de Londres’2012, onde fui esperança olímpica, tinha cerca de sete horas diárias para me treinar, pelo que a minha atitude tem de ser cada vez maior. O único apoio que tenho é a Bolsa de Alto Rendimento”, adiantou João Cordeiro que está a trabalhar numa empresa especializada em sistemas de informação.

O antigo líder do ranking mundial de Sub-23 (2010), que tem como melhores resultados internacionais duas medalhas de bronze conquistadas em Taças do Mundo (2009 e 2010), e foi 14.º lugar no Europeu (2010), pretende entrar o mais rapidamente possível para o Projeto Olímpico, mas para isso terá de corresponder às exigências da grelha definida pelo Comité Olímpico de Portugal e que passa por alcançar medalhas em Taças do Mundo e Grandes Prémios, ou um top 15 em Mundiais ou Europeus.“Num quadro de 220 atiradores, é sempre complicado chegarmos à frente, mas os resultados exigidos não são impossíveis. Ainda é cedo para alcançar o maior objetivo neste ciclo, mas vou continuar a treinar duro, de maneira a conseguir, em 2015, o apuramento para os Jogos do Rio’2016.”

Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Newsletters RecordReceba gratuitamente no seu email a Newsletter Premium ver exemplo
Ultimas de Outras Notícias
Notícias Mais Vistas