Hipismo: Luís Sabino Gonçalves obrigado a vender o melhor cavalo

"Era o meu melhor cavalo, com o qual ganhei o grande prémio internacional de Lisboa, e vendi-o para investir noutros e continuar", contou Sabino Gonçalves...

Hipismo: Luís Sabino Gonçalves obrigado a vender o melhor cavalo
Hipismo: Luís Sabino Gonçalves obrigado a vender o melhor cavalo • Foto: Bruno Colaço
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O cavaleiro português Luís Sabino Gonçalves, que está até sábado a participar no Grande Prémio de Hipismo de Portugal, estreia-se na prova sem o seu habitual Imperio Egípcio Milton, vendido "por necessidade" na semana passada. No primeiro dia do Grande Prémio de Hipismo de Portugal, que decorre entre hoje e sábado em Cascais, Luís Sabino Gonçalves contou à agência Lusa que está a estrear-se com um novo cavalo, depois de se ter despedido do seu Imperio Egípcio Milton na semana passada.

"Em Portugal os apoios são muito pequeninos e depois o que acontece é que temos de vender o nosso melhor cavalo", contou. Luís Sabino Gonçalves ganhou em janeiro deste ano o Grande Prémio Audi, a prova rainha do Concurso Internacional de Saltos de Lisboa (CSIO), montado no Imperio Egípcio Milton. "Era o meu melhor cavalo, com o qual ganhei o grande prémio internacional de Lisboa, e vendi-o para investir noutros e continuar. Se eu tivesse apoios fortes não teria de vender o cavalo, mas quando há boas propostas temos de vender e andar para a frente para continuar a concorrer", disse. O cavaleiro português reconheceu que a decisão foi "racional", com a emoção posta de parte. "Tenho patrocinadores e investidores comigo, portanto, não posso olhar só para o meu umbigo", adiantou. Já a nível emocional, a decisão foi "muito dura".

"Com a cumplicidade que tínhamos o erro estava já minimizado. Já conhecíamos bem as reações um do outro. Estavamos juntos há três anos e meio", disse o cavaleiro. Sobre o hipismo em Portugal, além da falta de apoios, Luís Sabino Gonçalves também reconheceu que falta mais divulgação. "Não há muitos aficionados, mas os que há são-no à séria e sabem o difícil que é tirar bons resultados entre os melhores do mundo", afirmou. Quanto à prova do Estoril, o cavaleiro espera subir ao pódio e "deixar orgulhoso" o público português. A representar as cores nacionais no Grande Prémio de Hipismo de Portugal está Luciana Diniz, atleta olímpica que traçou já a próxima meta: os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. "Vai ser duplamente especial, porque estarei no meu país, o que me viu nascer, a representar Portugal, o que viu nascer a minha família", contou. A cavaleira disse que representar Portugal é "um orgulho muito grande" e "tem um significado especial".

"É uma honra, porque o meu avô sempre quis que eu representasse o país dele e fico até arrepiada quando penso nisso. Tenho a certeza que, onde quer que ele esteja, está muito feliz por me ver saltando pelo país dele", sustentou. Novamente presente no Estoril, Luciana Diniz espera também concluir a prova entre os três primeiros lugares. Quanto a apoios, a cavaleia disse não ter do que reclamar. "Tenho o apoio do Comité Olímpico de Portugal. Não tenho do que reclamar. Fazem o que podem e eu estou feliz com a minha situação em Portugal", concluiu. Os melhores cavaleiros do "ranking" mundial estão em Cascais, entre hoje e sábado, para participarem no Grande Prémio de Hipismo de Portugal, uma prova que se insere no circuito mundial Global Champions Tour (GCT) e que tem já a presença confirmada de Athina Onassis, Marta Ortega, Jessica Springsteen e Sheik Al Thani, do Qatar, e Sheik Shakboot, dos Emirados Árabes Unidos.

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