Hóquei em campo: Ambição que dá força a talentos escondidos

Há oito equipas de seniores masculinose só três femininas em todo o país...

Hóquei em campo: Ambição que dá força a talentos escondidos
Hóquei em campo: Ambição que dá força a talentos escondidos • Foto: DOUGLAS ROGERSON
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Bem podemos dizer que do pó se forjou a prata. Sem que ninguém estivesse à espera – e aqui incluem-se jogadores, técnicos e federação –, aSeleção Nacional sub-21 de hóquei em campo deu-se a conhecer com o 2.º lugar e consequente subida à Divisão A do Europeu. Um feito em tudo inédito, já que quatro presenças no Europeu B tinham dado sempre em despromoção, e que pode assumir-se como decisivo para a divulgação da modalidade.

Contam-se 12 clubes em Portugal, com 8 equipas seniores masculinas e apenas 3 femininas, mas Mário Almeida, treinador que orientou os sub-21 em Lousada, quer ver frutos do sucesso alcançado. “Nenhum de nós acreditava que isto fosse possível, mas agora chegámos ao nosso céu. A diferença de meios para as outras seleções é enorme e mesmo assim estamos nos oito melhores da Europa”, contou o técnico a Record.

A receita para o sucesso? Amor à camisola. Para se ter noção, os jogadores pagam equipamentos e contribuem para as viagens, uma situação que Joana Gonçalves, presidente da Federação Portuguesa de Hóquei quer ver resolvida, embora “crie solidariedade”.

“As reduções de financiamento uniram os jogadores e os treinadores, que são todos voluntários [ver caixa ao lado], mas isto não é sustentável. A estrutura da modalidade está muito frágil, é preciso muito mais praticantes”, explicou ao nosso jornal.

Renovação

Neste momento, a Seleção principal (44.ª do ranking mundial) está na 3.ª divisão europeia, mas o futuro pode ser auspicioso. Isto porque os Linces ficaram à beira da subida na última vez, mas também porque Mário Almeida prevê que metade dos eleitos para os próximos jogos sejam dos sub-21, “um grupo muito talentoso” que cumpriu uma meta prevista para... 2020.

Aonível feminino, o trabalho está mais atrasado, com Joana Gonçalves a dar conta de que estão a solidificar-se as bases, pelo que a Seleção principal ainda não se encontra no ativo. Um passo de cada vez, costuma dizer-se, mas os últimos, além de grandes, foram dados rapidamente.

Treinadores são todos voluntários

Um dos principais traços desta modalidade é que nenhum dos treinadores das diferentes seleções é pago pela federação. A decisão foi tomada há um ano, quando Mário Almeida assumiu o cargo de responsável pelas seleções nacionais. O técnico, por exemplo, é também diretor comercial de um pequeno operador de telecomunicações.

Seleção principal na Liga Mundial

É já em setembro – de 9 a 14 – que começa a caminhada para os Jogos Olímpicos, com a equipa principal a fazer-se representar na 1.ª ronda da Liga Mundial, em Lousada. Numa das poules, os Linces vão ter pela frente Áustria, Gibraltar, Itália e Marrocos, com os dois primeiros a seguirem em frente. Para garantir um acesso inédito ao Rio’2016 será preciso ultrapassar mais duas rondas.

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