José Ramalho: «Vou tentar chegar às medalhas»
O canoista campeão da Europa assume que precisa fazer "algo de extraordinário...
O canoista campeão da Europa José Ramalho assume que precisa fazer "algo de extraordinário" para surpreender também no mundial de maratonas, que se disputa de sexta-feira a domingo em Roma.
"O facto de ser campeão da Europa claro que me obriga a ter mais responsabilidades, como é óbvio. Sei que tenho de fazer algo que seja uma mais-valia para tentar impor-me. Antigamente, era um desconhecido, agora, isso mudou", disse à agência Lusa o canoísta do CF Vilacondense.
Quarto nos mundiais de 2010, depois de ter sido "vice" europeu em 2009, José Ramalho assumiu protagonismo internacional, quando, em 2011, em França, acabou com o reinado de 10 anos do "monstro" espanhol Manuel Busto em K1.
"Quero fazer um bom resultado e não deixar ficar mal os europeus. A perspetiva é chegar lá e fazer uma boa prova. Tentar ir no grupo da frente desde início e tentar fazer melhor resultado do que nos outros anos, chegar às medalhas. No final, tudo é possível e logo se vê", diz Ramalho.
O canoísta luso destaca a "forte concorrência": "Mais difíceis serão mesmo os adversários, atletas de grande qualidade. Principalmente os sul-africanos e europeus. Alguns estiveram nos Jogos Olímpicos. Vai ser uma prova muito aberta, num rio muito complicado, estreito e com muitas paredes. Provavelmente, vai haver muita ondulação. Vou tentar não complicar. Simplificar tudo".
"Não gosto muito de competir contra os sul-africanos, pois são muito duros. Muito agressivos nas provas. Os europeus têm maior 'fair-play'", reforça, falando sobre "um grupo alargado de candidatos ao título".
José Ramalho não acredita em "campeões sem sorte", mas lembra que, para a poder aproveitar, é preciso antes "treinar muito": "Se fizer uma prova limpa, sem problemas, acredito num bom resultado. Fiz uma preparação sem quebras. Espero estar na máxima força no dia".
O canoísta lembra que as maratonas, provas que superam os 30 quilómetros, exigem "bastante treino, boa resistência e olho aberto".
"É uma prova bastante tática, que obriga a disciplina. Temos de nos controlar, bem como ao nosso entusiasmo, e saber que só no final se ganha, não no início. Com o passar dos quilómetros, o cansaço aparece, principalmente a partir dos 20 quilómetros. Quando começamos a puxar, percebemos que estamos cansados. A ideia é sair na frente, tentar poupar energia, pois é no final que tudo se decide", concluiu.