Judo: O renascer de Yahima

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Rafael só tem 20 meses, mas não se assusta com o barulho das quedas no tatami. Está todos os dias no Clube do Povo de Rio Maior, onde a nova “aquisição” da Selecção Nacional feminina, Yahima Ramirez, se treina juntamente com Rui Picoto, o homem que roubou há 5 anos o coração à cubana.

A judoca, nascida em Havana, obteve a naturalização no dia 3, podendo, desde já, vestir as cores de Portugal. A estreia (-78 kg) será na Taça do Mundo de Lisboa, quarta prova de qualificação para os Jogos Olímpicos de Pequim, que decorre hoje e amanhã no Pavilhão da Luz.

Determinação, têmpera e vontade de vencer. Predicados do povo cubano e que Yahima aplicou desde os primeiros passos no judo. Começou a praticar aos 11 anos por influência das primas.

Quando passou para o 7.º ano de escolaridade, os pais, a pensar na disciplina, obrigaram-na a ir para um colégio interno. “Eu não queria, mas não tinha palavra. Deram-me a escolher: uma escola no campo, longe de tudo, ou uma escola de iniciação desportiva. Não pensei duas vezes”, recordou a cubana.

Escolheu o judo como modalidade de eleição e foi aperfeiçoando a técnica. Quatro anos volvidos ingressou numa escola nacional para onde iam os melhores desportistas de idade júnior e, aos 16 anos, foi chamada à selecção cubana.

“Tinha uma grande garra e adorava estar a combater. O meu treinador sempre foi muito exigente e dava cabo de mim, mas tirei proveito dessa situação”, referiu Yahima, travada por uma surpresa chamada.... Rafael.

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