Judo: Processo arquivado
O categorizado atleta da Associação Cristã da Mocidade (Torres Novas), João Neto, regressou ontem à competição, no Nacional por equipas, depois de cumprir três meses de suspensão, por acusar vestígios de nandrolona num controlo 'antidoping'.
O Conselho de Disciplina da Federação (FPJ) arquivou o processo e o judoca vai ser proposto para o Projecto Atenas 2004.
"Não fiz nada de intencional para ser beneficiado. Só me limitei a tomar creatina e aminoácidos; nunca imaginei que estivessem adulterados, como veio a confirmar-se", considerou o medalha de bronze do Torneio Super A de Munique (categoria -73 kg).
João Neto, estudante de Farmácia, manifestou a sua inocência, tendo em conta que as análises feitas, na Bélgica, ao produto viciado, confirmaram que foi adulterado pelos distribuidores, sem que estes descrevessem o perigoso conteúdo no rótulo da embalagem: "Sabia que não tinha tomado nada de proibido e as análises confirmaram tudo o que disse aquando do controlo. Estava em grande forma e acabei por ser penalizado, ao ser afastado do Europeu. Desejo, no entanto, entrar para o Projecto Atenas", concluiu.