Lufinha: «Vento quase deitava tudo a perder»
Francisco Lufinha, que na quarta-feira bateu o recorde do Mundo de distância em kitesurf sem paragens, entre Gaia e Sines, na costa alentejana, disse que a falta de vento "quase deitava tudo a perder".
"Foi muito difícil, mas estou satisfeito por ter conseguido concretizar este desafio ao bater o recorde do Mundo", disse aos jornalistas Francisco Lufinha, na marina de Lagos, no Algarve, onde chegou na quarta-feira à noite, depois de uma "maratona" de 310 milhas náuticas em cima da prancha, cumpridas em 29 horas.
O ex-campeão português de kitesurf superou a anterior marca mundial de 199,6 milhas náuticas (369,7 cerca de quilómetros), estabelecida pelo norte-americano Phillip McCoy Midler em maio de 2010, no Texas (Estados Unidos), mas chegou a recear falhar o objetivo.
"O pior aconteceu junto ao Cabo Espichel quando estava a duas milhas de bater o recorde mundial, ao ficar sem vento. Pensei que não ia conseguir, mas, felizmente começou a entrar um pouco de vento, o que foi suficiente para alcançar o recorde", observou o jovem português. Segundo Francisco Lufinha, "aquele período poderia ter deitado tudo a perder, chegando mesmo a adormecer em cima do kite, mas a motivação da equipa que estava no barco, foi crucial para manter a esperança".
"A partir daí, o vento foi sempre a subir e nunca mais parou", sublinhou o desportista português. O português bateu o recorde do Mundo pouco depois das 11 horas de quarta-feira, ao fim de 20 horas consecutivas de navegação, entre a Comporta e Sines, ao largo da costa alentejana.
O atleta português partiu da Douro Marina, em Gaia, às 15 horas de terça-feira, e chegou à marina de Lagos, no Algarve, cerca das 21 de quarta-feira, percorrendo a distância de 310 milhas náuticas (565 quilómetros) em 29 horas, num percurso sem paragens.
Francisco Lufinha terá agora de aguardar que a nova marca mundial de kitesurf de distância seja homologada pelo Guinness World Records.