NHL: A final dos outsiders

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Arranca esta noite, em Nova Jérsia, à 1 hora da manhã, a final da 119.ª edição da Stanley Cup, colocando frente a frente New Jersey Devils e Los Angeles Kings, numa das séries finais mais inesperadas dos últimos tempos.

De um lado estão os Devils, sextos cabeças de série do Este, equipa que entrará nesta final com o fator casa do seu lado, graças aos 102 pontos alcançados na fase regular (contra os 95 dos Kings), em busca da quarta Stanley Cup da sua história, 9 anos depois da última conquista. Quanto aos californianos, oitavos do Oeste, vaga que foi alcançada apenas no penúltimo dia de fase regular, estão na final 19 anos depois, em busca de um título que nunca conquistaram.

Se, no papel, o facto de ser a equipa com factor casa dá vantagem aos Devils, certo é que esse aspeto pode ser um “presente envenenado”. Tudo porque do outro lado está uma equipa que soma oito vitórias fora de portas nesta fase final, ou seja, venceu todos os jogos disputados longe da Califórnia, chegando a esta final com um registo de 4-1, 4-0 e 4-1. Foram 14 jogos até esta fase da prova para os Kings, enquanto os Devils tiveram de fazer 18 partidas, chegando à série decisiva com 4-3, 4-1 e 4-2. São quatro jogos a mais para os Devils, aos quais se acresce o facto de os Kings terem quase duas semanas de descanso, enquanto os Devils apenas tiveram uma.

Adam Henrique “contra” Drew Doughty

Esta final da Stanley Cup terá ainda o aliciante de colocar frente a frente dois jovens luso descendentes, jogadores que se mostraram determinantes nas respetivas equipas. Adam Henrique, dos Devils, rookie de 22 anos, pode não marcar muitas vezes (só tem 3 no playoff), mas é o homem dos golos decisivos. Marcou no jogo 7 diante de Florida, na 1.ª ronda, e decidiu a final do Este, no jogo 6, mostrando que, na sua temporada de estreia, foi uma aposta acertada de Peter DeBoer. Aliás, o técnico dos Devils sempre teceu rasgados elogios ao jovem, filho de pai português.

Já Drew Doughty, que cumpre o quarto ano nos Kings, é um jogador talhado para as assistências, somando já 8 neste playoff, apenas a 3 de Ilya Kovalchuk, dos Devils. Segunda escolha no draft de 2008, Doughty, também de 22 anos, é ainda o jogador mais tempo de jogo em média nas equipas da final, com 25.52 minutos por partida.

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