Remo: Joaquim Sousa alerta grande dívida

Joaquim Sousa diz existir buraco financeiro...

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Menos de 24 horas após a renúncia de Rascão Marques à presidência da Federação Portuguesa de Remo, a comissão administrativa, eleita em assembleia geral a 12 de agosto, toma esta terça-feira posse em Soure com muitos obstáculos para ultrapassar.

"Os principais problemas são a grande divida que não é proveniente apenas do Campeonato da Europa, mas de dois mandatos desastrosos, o que não pode ser disfarçado", resumiu Joaquim Sousa, presidente da comissão administrativa, que fala de um buraco financeiro "nunca inferior a um milhão de euros".

O antigo presidente da assembleia geral - foi igualmente secretário de Estado do Desporto nos anos 70 e autarca da Figueira da Foz - critica o trabalho de Rascão Marques e do seu legado destaca ainda "o estado do remo nacional em que os clubes que na verdade praticam remo não foram excluídos, mas viram a sua vontade sendo esquecida com diversos artifícios".

O dirigente ainda não faz ideia "as surpresas que serão encontradas" da análise à gestão de Rascão Marques, mas destaca, entre as situações mais "urgentes", a audiência no tribunal Cívil de Lisboa quanto ao pedido de insolvência da federação, feito pela empresa de transportes contratada para os Europeus de 2010 em Montemor-o-Velho.

"São problemas complicados. Temos ainda a empresa que projetou o CAR [Centro de Alto Rendimento] do Pocinho, são mais 650.000 euros em dívida que surgiram há muito pouco tempo. E há outros credores, inclusivamente clubes, treinadores e árbitros. Temos de fazer um levantamento exaustivo das entidades a quem a federação deve. Não sabemos as surpresas que isso nos vai revelar", disse.

Joaquim Sousa assume que "não havia alternativa" à saída de Rascão Marques, "pedida pelos clubes em assembleia geral, dada a situação gravíssima da federação" - agora espera que esta possa trilhar "os caminhos da normalidade a partir do primeiro trimestre de 2013, quando forem realizadas as eleições".

"Acima de tudo, queremos colocar a federação na melhor situação possível para poder encetar a recuperação", vincou.

Joaquim Sousa vai presidir a uma comissão que é composta ainda por um representante de cada uma das três associações em atividade - Porto, Setúbal e Beira Litoral - bem como um especialista em direito desportivo e outro em administração judicial, bem como uma técnica de insolvências.

"A base da comissão é gente do remo, o associativismo. E depois juntámos três especialistas, face aos grandes problemas que existem. E não sabemos todos. Necessitamos de pessoas credenciadas nas mais diversas áreas", explicou.

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