Remo: Luís Teixeira quer medalha nos Jogos Olímpicos de 2016

"Estabilizar financeiramente a federação e credibilizá-la", é um dos objectivos...

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Luís Ahrens Teixeira começa esta quarta-feira a presidir a insolvente federação de remo com a ambição clara de a recuperar financeiramente e levar a um pódio inédito nos Jogos Olímpicos, já no Rio de Janeiro'2016.

"Não tenho medo nenhum de assumir que o objetivo é colocar duas equipas nos Jogos e uma medalhada. É uma meta pessoal, da federação, dos atletas e dos treinadores no projeto. Não fica bem dizer isto, mas não temos problema nenhum em assumi-lo. É esse objetivo. Se não conseguirmos, não ficamos contentes", referiu Luís Teixeira.

Em declarações à agência Lusa, o dirigente e antigo internacional promete atacar os "difíceis desafios" da governação do remo luso "com o mesmo espírito que abraçava as regatas, com imensa motivação e muita determinação".

"(A prioridade) é estabilizar financeiramente a federação e credibilizá-la. Está totalmente desfeita. Depois montar um sistema a nível da alta competição -- que não existe em Portugal -- que crie resultados de excelência de forma consistente e a longo prazo, independentemente de quem esteja à frente da federação", sublinhou.

Os olímpicos Pedro Fraga/Nuno Mendes (oitavos em Pequim'2008 e quintos em Londres'2012) queixaram-se durante muito tempo de estarem "abandonados" pela modalidade, mas Luís Teixeira defende que tal não acontece desde setembro de 2012, quando os começou a ajudar: "Não estão sozinhos. Tenho-lhes dado apoio pessoal. Sabem bem que já não estão sós".

Outra das lutas de Luís Teixeira será a de "trazer mais pessoas ao remo, de todas as faixas etárias, e abordando todo o tipo de atividade, desde o lazer à competição".

Além das "óbvias dificuldades financeiras", o dirigente deseja uma mudança de mentalidades, colocando "os clubes a pensar a nível nacional e não tanto em termos individuais".

"As pessoas têm de perceber que a competição é na água e fora dela é cooperação", frisou, considerando "fundamental" a união de todos os agentes.

O regresso das "pessoas boas" ao remo é algo que tem agradado a Luís Teixeira, que considera os "recursos humanos" como a grande mais-valia do remo português, agora liderado por uma equipa que considera "a ideal".

Com a época a entrar na fase decisiva, a nova direção tem apenas três anos de trabalho válido, mas o objetivo é "deixar uma base enorme, um sistema montado para os próximos 20 anos e que envolva os clubes a participar na mudança".

"Acredito no país e não gosto das zonas de conforto. Gosto de lutar e mostrar que nosso país é coisa fabulosa e os nossos atletas também. É preciso é estarem enquadrados num sistema de sucesso", defendeu.

O dirigente associa-se ainda à canoagem -- "uma modalidade de referência, a todos os níveis, e que, tal como nós, é mais de fazer e menos de falar" -- no alerta às autoridades para darem especial atenção ao potencial do país, que nestes desportos recebe boa parte das melhores seleções do Mundo para estágios de preparação.

O empresário, que gere um complexo em Avis que recebeu estágios de 14 dos medalhados em Londres'2012, toma posse às 18H30 no Comité Olímpico de Portugal.

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