Snooker: Open de Lisboa sonha com O'Sullivan

"Acreditar, acredito. É evidente que o Ronnie está numa situação em que, para ir às fases finais, precisa de pontuar. Faltam duas provas, uma é esta. Temos, naturalmente, a esperança de que ele venha

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O Open de Lisboa, a primeira prova internacional de snooker que se vai realizar em Portugal, pode servir como rampa de lançamento para uma modalidade ainda em estado "embrionário", defende o presidente da Federação Portuguesa de Bilhar (FPB).

Ricardo Salgado disse à agência Lusa que a presença dos melhores jogadores do mundo, entre 12 e 14 de dezembro, no pavilhão do Casal Vistoso, é a melhor promoção que o snooker português poderia desejar, apesar de considerar que a presença de jogadores lusos no quadro principal só possa acontecer por "milagre".

"Achamos que uma prova como esta, com a mediatização que traz, pode servir de incentivo para que muita gente se inicie na modalidade, especialmente, os mais novos, e consiga fazer o caminho pelas etapas que são necessárias para atingir os mais altos palcos dentro desta modalidade", sustentou.

O Open de Lisboa integrou à última hora o calendário do circuito europeu profissional, que se realiza sob a égide da World Snooker, em substituição da Ucrânia, devido ao conflito que está a afetar o país, mas Ricardo Salgado pretende que o torneio não deixe tão cedo a capital portuguesa.

"É nossa intenção e do World Snooker que este seja o ano zero, porque foi feito um pouco de forma precipitada pelo 'timing', de forma que, para o ano, já possamos preparar as coisas com calma. É nossa intenção, intenção da Câmara de Lisboa e da Secretaria de Estado do Desporto que o evento passe a ser uma prova com regularidade em Portugal", assinalou. O líder federativo ainda não pode divulgar a lista de inscritos, que será tornada pública apenas duas semanas antes do início da competição, mas salienta que, dos 128 jogadores profissionais do circuito, 106 já confirmaram a presença, "um número muito elevado para o que é normal no European Tour".

Ricardo Salgado destacou os ingleses Mark Selby, campeão do mundo em exercício, e Judd Trump e o chinês Ding Junhui, mas reconheceu que bastaria a presença de um jogador para tornar a prova num sucesso imediato: o inglês Ronnie O'Sullivan, pentacampeão mundial, figura "maior" do que a modalidade.

"Acreditar, acredito. É evidente que o Ronnie está numa situação em que, para ir às fases finais, precisa de pontuar. Faltam duas provas, uma é esta. Temos, naturalmente, a esperança de que ele venha cá", admitiu.

No que o presidente da FPB não tem muita confiança é no apuramento de um português para o quadro final, proveniente do torneio de qualificação que se disputa nos dois dias anteriores, apesar de garantir que os melhores praticantes nacionais estarão presentes numa prova que distribui 150.000 euros em prémios.

"Seria quase um milagre. [...] Temos excelentes atletas de pool em Portugal, com provas dadas e títulos ganhos, mas o snooker tem meia dúzia de anos e é, como costumamos chamar, uma modalidade embrionária. Temos um nível razoável e se houver alguma sorte pode ser que consigamos, mas não é de todo provável", reconheceu.

Apesar de o pavilhão do Casal Vistoso, no Areeiro, dispor de, aproximadamente, 1.400 lugares, a capacidade para o Open de Lisboa será mais reduzida, para permitir que todos os espetadores tenham a melhor visibilidade das mesas.

O preço dos bilhetes para a quinta e penúltima prova do circuito europeu de snooker variam entre 10 euros do bilhete para o primeiro dia (sexta-feira) e 99 euros do pacote VIP válido para os três dias, estando previstos descontos para jovens, seniores e sócios da FPB.

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