Squash: Elite à conquista do povo

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Em Portugal poucos conhecem Ramy Ashour e Nicol David. Poucos mais conhecem o desporto que praticam, o squash. Muitos ficarão surpreendidos ao saberem que ambos são profissionais bem pagos da modalidade, que por cá é praticada sobretudo por indivíduos de estratos sociais elevados residentes nos grandes centros urbanos.

Ashour, 2.º do ranking PSA, e David, 1.ª da tabela WISPA, não eram ricos quando começaram a praticar squash. Aproveitaram apenas as condições de acesso à modalidade que nos respectivos países, Egipto e Malásia, podem resumir-se num maior número de campos públicos, entre escolas e municípios.

O Colombo Open 2007 vai proporcionar a oportunidade de os ver competir, embora em jogos de exibição – com outros grandes nomes, como o francês Gregory Gaultier (4.º PSA) ou a australiana Rachael Grinham (n.º 3 WISPA), vencedores do último British Open, o Wimbledon do squash – em condições singulares que a organização espera poderem ajudar a relançar o desporto em Portugal.

É a elite do squash mundial que estará no Colombo entre 9 e 14 de Outubro – o torneio da Federação Nacional de Squash (FNS), parte nacional da prova, começa hoje a disputar-se e termina domingo – para jogar num campo que Luís Barbosa, responsável pela organização, considera o “Ferrari dos ‘courts’”, aos olhos do povo que também passeia pelo centro comercial.

“O ponto de partida desta ideia foi conseguirmos um espaço nobre, por onde passam milhares de pessoas por dia, instalando lá este ‘court’ que permite que se veja a acção de todo o lado, pois é todo em vidro. Este facto possibilita ainda a recolha de imagens de frente, um ângulo nada habitual na modalidade”, acrescenta o antigo jogador, nove vezes campeão nacional.

Barbosa vai ao ponto de dar mais importância ao campo do que aos craques que contratou: “Alugámos o ‘globetrotter’ dos ‘courts’ internacionais e ele acaba por ser mais importante pela audiência que permite devido a ser todo em vidro. É a nossa grande aposta!”

“Queremos tirar o squash do poço onde caiu em 2000 e trazê-lo à superfície para que o público possa conhecer a modalidade. Por outro lado, também esperamos que as câmaras municipais fiquem sensibilizadas e pensem em criar ‘courts’ acessíveis, como em outros países onde a modalidade é considerada barata”, acrescenta.

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