Surf: Ataque cardíaco tramou Andy Irons

Mistura de medicamentos e problemas nas artérias levaram à morte do surfista...

Ataque cardíaco tramou Andy Irons
Ataque cardíaco tramou Andy Irons • Foto: ASP
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Foram revelados esta quinta-feira os resultados da autópsia ao corpo do malogrado surfista Andy Irons, que foi encontrado morto num quarto de hotel em Dallas, em novembro passado.

Os exames realizados pelo responsável do laboratório, Nizam Peerwani – e divulgados apenas sete meses depois –, revelaram que a primeira causa da morte do havaiano foi ataque cardíaco, devido a problemas na artéria coronária.

A segunda causa de morte foi a ingestão de vários medicamentos diferentes, que misturados lhe tiraram a vida. As drogas encontradas no corpo de Andy foram xanax e metadona, contudo ambas usadas num nível terapêutico.

De salientar ainda que foram encontrados cerca de 50 ng/ml de benzoilecgonina presente no sangue do surfista, que indicam o consumo de cocaína, 30 horas antes da sua morte.

"O único aspeto fora do normal neste caso, é a idade de Andy, 32 anos. Normalmente, mortes devido a problemas na artéria coronária ocorrem a partir dos 40 anos. No entanto, Irons poderia já ter predisposição genética para a doença. Em cerca de 25 por cento da população, o primeiro sintoma para esta doença é a morte súbita. Não houve outros fatores a contribuírem para a morte do surfista", reagiu Di Maio, médico contratado pela família Irons e que discorda que os medicamentos tenham tido influência no acidente.

Fontes próximas de Andy garantem que o tricampeão mundial teve uma avó de 77 anos e um tio de 51, ambos do lado do pai, que também morreram de paragem cardíaca.

Lyndie Irons, viúva de Andy, salientou ainda que o surfista queixava-se muitas vezes de dores no peito, principalmente no último ano: "O médico diz que ele tinha um coração de um homem de 50 anos".

Andy Irons faleceu no passado mês de novembro depois de ter abandonado a etapa Rip Curl Pro Search, que se disputava em Porto Rico, por ter supostamente ter contraído dengue, algo que a autópsia desmentiu,

“O Andy desafiou as probabilidades tantas vezes que deve ter achado que entrar num avião, estando desidratado e cheio de febre não era nada demais. Ele tinha personalidade, isso fez dele um surfista e um campeão. Andy pensava que era à prova de bala, como se nada pudesse derrubá-lo. Mas viajar doente e com uma doença cardíaca não diagnosticada, nem mesmo Andy conseguiu superar”, frisou a família do surfista.

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