Tiro: Prata de Lima dá asas ao sonho olímpico
José Bruno Faria, 6.º na final, aponta agora à qualificação para o Rio'2016...
A longa viagem desde Lima, capital do Peru – com escala em Madrid –, sentia-se nas caras dos atiradores portugueses que participaram nos Mundiais de tiro com armas de caça. Contudo, o cansaço dissipou-se perante a receção de familiares e amigos à equipa vice-campeã mundial. Depois da sempre demorada revista das armas de competição, a comitiva nacional, constituída pelos atletas João Paulo Azevedo, Ricardo Colaço e José Bruno Faria, bem como o júnior Felipe Teixeira e o responsável da Federação, Luís Tinoco, mostrou a medalha de prata conquistada na América do Sul.
“Os nossos objetivos passavam sempre pelas medalhas. Tínhamos as mais altas expectativas, tanto ao nível individual como por equipas”, conta José Bruno Faria, de 28 anos, o melhor português na prova individual. Na final terminou no 6.º lugar, um resultado positivo, mas amargo. “O 6.º posto acaba por ser frustrante, porque é a quarta vez que chego a uma final e não consigo a medalha”, lamenta.
Agora é tempo de descanso, mas José Bruno Faria traça já os objetivos para a próxima temporada. “Vamos ter Taças do Mundo, Europeu e também o Mundial. Esperamos aí já ganhar os lugares olímpicos”, revela. Em Londres’2012, Portugal não teve qualquer representante na disciplina, o que não acontecia desde Moscovo’1980, mas para o Rio’2016 as expectativas apontam até para medalhas. Contudo Faria é cauteloso: “Estamos entre os melhores, mas o objetivo é, para já, chegar aos Jogos. Medalhas? Um passo de cada vez.”
Brasil no horizonte
Para Luís Tinoco, chefe de comitiva, o 6.º lugar de Faria “deixa algumas expectativas” para o Rio’2016, onde Portugal pode colocar até dois atletas.
Sete horas retidos no aeroporto
É já sabido que uma das grandes dificuldades dos atletas de tiro é viajar com os seus instrumentos de trabalho. O embarque e desembarque das armas exige sempre a presença das autoridades e uma boa dose de paciência dos atiradores e treinadores. “À ida ficámos 7 horas retidos no aeroporto de Lima”, conta Luís Tinoco. Tudo culpa de uma troca de códigos de uma das armas...