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Organização anuncia sucesso

APESAR DA FALTA DE PÚBLICO NO INÍCIO

O diretor-executivo da Comissão Organizadora dos Jogos da Lusofonia (COJOL), João Ribeiro, considera que o evento foi "um sucesso", mas admite "a falta de público na fase preliminar da competição".

Em declarações à Lusa, João Ribeiro fez um balanço positivo dos Jogos, sublinhando que a competição - com um orçamento menor do que a anterior (Macau'2006) - teve mais atletas, mais modalidades e, sobretudo, maior notoriedade.

"Tivemos um quinto do orçamento dos Jogos anteriores e tivemos mais atletas, modalidades, horas de transmissão, medalhas, público e notoriedade", referiu o director-executivo em relação aos Jogos que se disputaram de 11 a 19 de julho em Lisboa, Almada, Sintra, Oeiras e Amadora.

João Ribeiro lembrou que o orçamento para Macau se situou nos 15 milhões de euros, enquanto Lisboa investiu três milhões, com cerca de metade da verba a ser comparticipada pelo Instituto do Desporto de Portugal (IDP).

Em relação à falta de público, João Ribeiro admitiu uma menor adesão nos primeiros dias e quando se disputavam as fases preliminares das modalidades, mas que nas contas finais se atingiram os 30 mil bilhetes.
"Nas fases preliminares até os Jogos Olímpicos estão às moscas", considerou João Ribeiro, especificando que o futebol e o futsal foram as modalidades menos procuradas pelo público, mas que o judo, o taekwondo, o voleibol ou o basquetebol fizeram aumentar as assistências.

O director do COJOL justificou ainda que a apresentação de atletas com menor projeção na maioria das modalidades - Nelson Évora ou Naide Gomes foram algumas exceções - não foi da responsabilidade da organização, mas de cada comité olímpico.

"Não são assuntos da competência da organização, mas também temos que dar espaço para que as coisas possam crescer. Os Jogos da Francofonia disputam-se há 30 anos, nós vamos apenas na segunda edição", frisou.

Na opinião de João Ribeiro, a "filosofia" destes Jogos pode vir a ter maior importância, por se disputarem a seguir aos Jogos Olímpicos, estando a próxima edição marcada para 2013 em Goa (India).

"Os atletas podem mostrar-se às suas comunidades, o que aconteceu desta vez com o Nelson Évora. Outros atletas lusófonos podem acabar as suas carreiras, como foi o caso do Miguel Maia e João Brenha e outros podem adquirir ritmo, em início de ciclo olímpico", acrescentou.

João Ribeiro falou ainda dos quatro casos de gripe A (H1N1) registados nos Jogos, em três atletas e um voluntário, e admitiu que se viveram momentos difíceis, apenas superados por uma atitude responsável.

"O gabinete da ministra da Saúde ajudou-nos desde a primeira hora a lidar com a situação. Tínhamos milhares de pessoas envolvidas e conseguimos conter a situação, tivemos um excelente trabalho da comissão médica", referiu.

O responsável máximo da organização disse ainda que houve o trabalho de fazer a ligação dos casos suspeitos e mobilizar os tratamentos, mas que tudo se passou com "muita tranquilidade".

"Estávamos a lidar com pessoas muito novas, falámos com os voluntários e com as delegações e criámos momentos de esclarecimento", explicou, acrescentando ter conhecimento de que os quatro doentes encontram-se bem.

A finalizar, João Ribeiro deu nota positiva ao envolvimento de todos os voluntários, num total de 443, e negativa ao facto de ter encontrado muitas bancadas VIP vazias, quando as destinadas ao público se encontravam cheias.

João Ribeiro não quis especificar quem seriam os destinatários desses convites especiais, referindo apenas que as próprias pessoas sabem quem são.

A segunda edição dos Jogos da Lusofonia contou com a participação de Portugal, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, India,  Macau (China), Moçambique, São Tomé e Príncipe, Sri Lanka e Timor-Leste.

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