Portugal espera bons resultados
O chefe da delegação portuguesa na segunda edição dos Jogos da Lusofonia, João Correia, espera que Portugal tenha bons resultados, embora reconheça dificuldades na constituição das diversas selecções.
"A comitiva portuguesa tem esperança de fazer uns resultados, se não melhores, pelo menos iguais, aos alcançados em Macau", referiu João Correia, em declarações à Agência Lusa, após a cerimónia de recepção oficial à comitiva portuguesa e a cerimónia de içar da bandeira portuguesa, em Lisboa.
João Correia lamentou a ausência das selecções brasileiras de voleibol e futebol, por considerar que trariam mais força ao "maior evento multidesportivo que alguma vez se realizou em Portugal".
"Portugal também teve algumas dificuldades nesta época, é muito importante que se perceba essa questão. Há muitos 'meetings', muitos torneios, o próprio futebol está no defeso. Portanto, as federações tiveram imensas dificuldades em formar as suas selecções. No entanto, o atletismo vai aparecer na máxima força", considerou.
Para João Correia, "a união é mais forte que a vitória" e, após a segunda edição dos Jogos, "a Lusofonia vai ficar bem e o desporto português vai agradecer o esforço da organização".
O presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP) e da Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa (ACOLOP), Vicente Moura, disse estar "convencido que Portugal vai ter um êxito desportivo à sua medida".
"Estou satisfeito com o conjunto de atletas que vão representar o país. São alguns atletas jovens, mas são promessas e talentos. Este tipo de jogos, em que a união e a amizade são mais importantes que os resultados, são apropriados para lançar estes talentos", referiu.
Vicente Moura adiantou que não ficou triste pela ausência de alguns primeiros planos, garantindo que já estava à espera e que "os Jogos têm de criar a sua própria história" e que, "certamente que os terceiros Jogos, em 2013, já não serão encarados como uma mera participação, os atletas já serão obrigados a tentar ganhar medalhas".
"Como presidente do COP, gostaria que conquistássemos muitos pódios, mas como presidente da ACOLOP gostava que as medalhas fossem divididas e todos os países ganhassem medalhas. Assim, todas as comitivas seriam recebidas nos seus países em triunfo, pelos respectivos governos, os apoios serão mais fáceis e teríamos assegurado o futuro dos Jogos da Lusofonia", afirmou.
A segunda edição dos Jogos da Lusofonia disputam-se de 11 a 19 de Julho em Lisboa, com a participação de 12 países em 10 modalidades.