Matador de gigantes
Bruno Santos é o wildcard da Rip Curl para este Rip Curl Pro Search de Peniche. Um surfista que se destacou na cena internacional por se dar muito bem em ondas com as características das de Supertubos: tubos grandes e poderosos. Mas existe uma outra particularidade que faz com que este carioca de 26 anos se sinta em casa: o sangue português que lhe corre nas veias e o passaporte nacional no bolso.
"A minha mãe é portuguesa e os meus avós maternos também. O meu avô teve três filhos em Portugal da primeira mulher, depois conheceu a minha avó, veio para o Brasil e teve mais três, a minha mãe incluída", conta, embora não saiba bem localizar a origem ancestral: "Os meus avós vieram da zona do Porto, mas não sei bem de onde..."
Surfista convidado para este WCT, Bruno teve o seu maior sucesso em ondas grandes e perigosas como a de Teahupoo, no Taiti. Aí, o ano passado, qualificou-se nos "trials" e acabou por ganhar a prova, feito até hoje conseguido por uma mão-cheia de surfistas, entre os quais os dois rivais ao título deste ano, Mick Fanning e Joel Parkinson.
"Foi duro, porque tive de fazer 11 eliminatórias, enquanto o top 45 fez 5 baterias. Ainda caí e tive de levar 15 pontos numa das pernas mas consegui", conta, sorridente. Muitas situações de limite mas que o brasileiro desdramatiza: "Sinceramente, já é difícil ter medo de ondas, no Brasil ou mesmo no Havai. No Taiti já é um pouco pior, mas se tive sustos, nunca pensei que ia morrer". E nem pensar na filha Sofia, de 3 anos e meio, o faz hesitar: "Por vezes há medo, mas isso só me empurra para a frente."