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Meia-final de loucos em rapidez e suspense

• Foto: Pedro Ferreira

Uma boa casa, temperatura amena, ausência de vento e duas duplas de eleição que lutaram até à exaustão. Tudo isto proporcionou um espetáculo de elevado nível, de quase três horas, que deixou entusiasmada a plateia no Clube VII, em Lisboa.

"Foi seguramente o jogo mais louco da minha carreira", revelou a Record Matias Marina com a felicidade estampada no rosto, depois de ter ganho o acesso à final do Lisboa Challenger ao lado de Alejandro Ruiz. Bateram os argentinos Gonzalo Diaz e Luciano Capra, por 4-6, 6-4 e 7-6 (5).

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Ruiz e Marina vão ter como adversários na final os espanhóis Jose Diestro e Ruben Rivera, que afastaram na primeira meia-final os compatriotas Javier Concepcion e Uri Botello, por 6-3 e 6-4.

"Já jogo há alguns anos, mas este encontro foi de loucos, tantas foram as alterações no marcador, mesmo no tie-break", justificou Matias Marina, deixando antever uma final muito difícil.

Alejandro Ruiz complementou a versão do seu companheiro: "Foi um jogo cheio de intensidade, em que tivemos de estar muito focados. Foi uma dupla que demonstrou muito caráter e força de vontade para chegar à vitória."

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Ruiz e Marina impressionaram pela rapidez e reflexo de movimentos, num jogo cheio de suspense. Só ao quarto match-point selaram a qualificação para a final, onde Jose Diestro e Ruben Rivera têm uma palavra a dizer.

Diestro e Rivera disputam a primeira final da carreira, algo surpreendente num torneio deste nível. O percurso em Lisboa deixa antever uma boa margem de progressão para esta dupla que tem chamado a atenção pela eficácia e pendor atacante, com vóleis de difícil execução técnica. Daí a vitória fácil frente a Javier Concepcion e Uri Botello, que faziam o seu último encontro como dupla.

A final hoje, a partir das 12 horas, promete alto nível.

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Por Norberto Santos
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