Não há vitórias morais, mas a prestação da Seleção Nacional diante da poderosa Espanha, na primeira jornada da fase de grupos do Mundial, voltou a mostrar que Portugal está cada vez mais perto da qualidade de jogo de países que iniciaram a prática do padel várias décadas antes.
A formação espanhola, que apresentou em Cascais todos os seus melhores jogadores, triunfou por 3-0, mas os portugueses conseguiram entusiasmar o público, que encheu as bancadas do Court Central, ao oferecerem muita réplica à grande favorita ao título.
Miguel Oliveira e Diogo Rocha, melhor dupla lusa, perderam o primeiro encontro, por 6-4 e 6-2, diante de Francisco Navarro (nº 3 mundial) e Juan Díaz (ex-nº 1 e atual 9º colocado), mas no final mereceram muitos elogios por parte dos espanhóis. "Entrámos com o objetivo de fazer o melhor resultado possível, mas aproveitámos muito o momento. Nunca sorri tanto durante um encontro. Não é todos os dias que se defronta dois dos melhores jogadores do Mundo. São ídolos! Chegar ao final e ouvir elogios da parte deles é uma sensação fantástica", confessou Rocha.
Os encontros seguintes foram ligeiramente mais tranquilos para os espanhóis, com o par Juan Mieres/Matias Díaz a bater Vasco Pascoal/João Bastos, por 6-1 e 6-3, e o duo Aday Santana/Guillermo Lahoz a ultrapassar Pedro Plantier/Tiago Santos, também por 6-1 e 6-3.
Hoje, Portugal tem de derrotar Alemanha (11h00) e Brasil (18h00) para seguir em frente.
Duas duplas nos ‘quartos’
No quadro de duplas, há duas formações portuguesas nos quartos-de-final, que se disputam amanhã: Diogo Rocha/Miguel Oliveira e Pedro Plantier/Tiago Santos, que até podem encontrar-se nas meias-finais.
Por José Morgado