Fábio Faísca é o 'míster' dos craques: a arte de gerir talento e emoção

Treinador do Lisboa Racket Centre prepara-se para uma semana muito especial no FIP Silver

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Fábio Faísca
Fábio Faísca • Foto: LRC
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Por trás do sonho e do trabalho das estrelas que brilham no Lisboa Racket Centre está Fábio Faísca. O treinador de Jéssica e Micaela Para, Henrique Orge, Gonçalo Liberato, Maria Garin, Luísa Roque de Pinho e Maria do Carmo Ribeiro, colaborando ainda com Andrea Achando e Teresa Bica, falou a Record para antecipar o FIP Silver Lisboa Racket Centre by AVA CR7.

Faísca destaca a oportunidade de haver um estímulo deste nível. “É muito importante ter estes torneios cá porque permite que os jogadores cresçam, a jogar com outros de fora”, afirma. “No Campeonato Nacional, os jogos competitivos começam ali nos ‘quartos’. Nos torneios da federação, muitas vezes só nas ‘meias’. Isto no quadro feminino. No masculino já é mais duro”, revela.

Embora considere que o padel continua na “curva certa”, Fábio Faísca destaca a importância de os treinadores se continuarem a formar a todos os níveis. “Há um lado humano muito grande. Há muito trabalho que não é visível, não só em relação ao padel, mas também a falar com os jogadores. Porque se os resultados não aparecem, nós entramos ali, às vezes temos que dar ânimo. Ou seja, isto é bem mais do que chegar ao campo e falar aquelas duas horas que estás lá”, sublinha.

E Faísca tem apoio importante e nessa área... em casa.“Uma pessoa que tem um papel muito importante nesta área é a minha mulher. Ela ajuda-me, principalmente com as jogadoras, porque a maneira de falar com as mulheres é diferente de como se fala com os homens. Ela tem esse papel importante até no pós-jogo”, remata o treinador, que pode sair do torneio a qualquer momento... para ser pai pela primeira vez!

Ser selecionador é um sonho

Questionado sobre qual é o grande sonho, Fábio Faísca não hesitou. Envolve ter as quinas ao peito ao mais alto nível.

“Seria mentiroso se dissesse que não gostava poder vir a ser selecionador nacional. Não vivo obcecado com isso, não me tira o sono. Trabalho para melhorar cada dia como treinador para poder ajudar os meus jogadores. O meu trabalho é de background. Elas é que são as estrelas e eu estou ali para ajudá-las a brilhar cada vez mais. E pronto, no futuro, se surgir a oportunidade de ser selecionador nacional, irei agarrá-la como é óbvio, porque é um sonho. Mas se não chegar também não me vai tirar o sono, nem vou ser frustrado por isso. Posso dizer que sou das pessoas mais feliz no trabalho que tenho”, confessou-nos o treinador.

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