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Miguel Oliveira: «Portugal poderá ser potência europeia»
Praticou ténis até aos 2 anos, mas depois perdeu a vontade para andar de raqueta da mão e trocou o ténis pelo padel, investindo tudo nesta modalidade. Mudou o estilo de vida e está a viver em Bilbau (Espanha) desde há um ano, onde ganha a vida como jogador e professor num clube. Estamos a falar de Miguel Oliveira, de 26 anos, o melhor jogador português de padel no ranking mundial (138.º), que faz dupla com Diogo Rocha no Estrella Damm Lisboa Open – uma das etapas do World Padel Tour –, que decorre até domingo no Lisboa Racket Centre. Ontem, na qualificação, Oliveira e Rocha foram eliminados por 6-2, 4-6 e 6-3. As outras três duplas nacionais tiveram o mesmo destino às mãos dos espanhóis.
A ida de Miguel Oliveira para Espanha deu-se a partir do contacto com o espanhol Alvaro Matador, selecionador da Federação Portuguesa de Padel. “Arrisquei tudo para me tornar num bom jogador e formador e sei que, em Espanha, tenho essas condições para evoluir”, confessou o antigo tenista.
Oliveira passa o dia no Real Clube Jola Seta, uma coletividade onde o padel tem enorme tradição. “O clube tem cerca de 4 mil sócios e eu sou um dos seis professores”, explica o português que nos torneios em Espanha faz dupla com Alvaro Matador. A modalidade no país vizinho é levada a sério e os números demonstram que o padel tem uma adesão três vezes superior ao ténis. Motivo: “As taxas de utilização são mais baratas. É um desporto que está na moda e tende a crescer bastante nos próximos anos”, explica Oliveira.
O jogador considera que Portugal está no caminho certo, apesar de Espanha e Argentina serem países com forte tradição desde há alguns anos. “Portugal poderá ser uma potência europeia dentro de alguns anos. Temos um bom nível médio e é através das ações de formação e dos contactos internacionais que poderemos evoluir. Foi por essa razão que fui para Espanha, embora um dia tencione regressar a Portugal, mas não sei quando isso poderá acontecer.”