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26 setembro 2014 - 05:37

Padel: Com um toque feminino

Os números dizem que o padel é um fenómeno de enorme popularidade entre as mulheres...

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Os números dizem que o padel é um fenómeno de enorme popularidade entre as mulheres. Em Espanha, estima-se que já haja mais praticantes do sexo feminino. “Em Portugal, deve andar perto dos 30 por cento”, revela o presidente da FPP, Ricardo Oliveira. Ana Catarina Nogueira é o expoente máximo dessa tendência no nosso país. Aos 34 anos, a antiga tenista ocupa o 16.º lugar da classificação mundial, assumindo-se como exceção numa lista em que as 30 melhores são espanholas ou argentinas.

“A principal vantagem para as mulheres é a facilidade com que conseguem trocar bolas com sucesso e ter prazer a jogar, mesmo que não tenham grande destreza ou capacidade física”, considera Ana Catarina. “É um jogo social e permite que pessoas de diferentes níveis joguem ao mesmo tempo, algo que no ténis não acontece. Além disso, a comunicação entre os pares possibilita grande dinâmica”, lembra. Até já existe uma marca de roupa feminina para jogar padel (e também ténis) desenhada por portuguesas –a MESH – a fazer bastante sucesso, exportando os seu produtos para países como Espanha e Estados Unidos. Ao lado da argentina Paula Eyheraguibel, Ana Catarina atingiu recentemente os quartos-de-final em duas etapas do circuito mundial, quebrando a barreira do top 20. “É o resultado de muita dedicação, treino e trabalho. Poucos perspetivavam isto”, sublinha. Em 2012 e 2013, participou em apenas duas provas do World Padel Tour. No primeiro ano em que conseguiu reunir patrocínios para disputar todas as etapas, os resultados estão à vista.

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Nos homens, o desnível é mais acentuado. A Team FPP, suportada pela instituição que lhe dá o nome, faz-se representar nos torneios do circuito mundial com um leque de oito jogadores.“Mesmo nas qualificações, o nível é muito elevado”, explica João Bastos, um dos seus membros. Apesar de algumas vitórias, ainda nenhuma dupla lusa conseguiu entrar num quadro principal.

Ex-tenistas

Ana Catarina representa ainda outra fação que tem favorecido o “boom” do padel. Tal como esta tricampeã nacional de ténis, há muitos ex-tenistas a aderir à causa. “Dois anos depois de deixar o ténis, senti falta da competição. A convite de amigos, comecei a jogar em 2010 e não mais parei”, sustenta. João Bastos é outro exemplo. “Mal comecei a jogar, larguei o ténis. É uma forma menos exigente de continuar”, argumenta.

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