Peu Araújo e Pedro Graça sonham alto após celebrarem feito marcante

Portugueses fizeram o que nunca conseguiram antes, mas tiveram de sofrer muito

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Peu Araújo e Pedro Graça
Peu Araújo e Pedro Graça • Foto: LRC
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Peu Araújo e Pedro Graça entraram no FIP Silver Lisboa Racket Centre by AVA CR7 como segundos cabeças-de-série, um estatuto que permitia, pelo menos, sonhar com algo inédito: é que nenhum dos dois tinha chegado a uma final de uma prova desta categoria. O caminho fez-se de forma segura até às meias-finais, mas a jornada que os companheiros de Seleção viveram para chegarem ao título nunca irá sair-lhes da memória... e provavelmente ainda vai pesar por uns dias no corpo!

A abrir o dia, Araújo e Graça gastaram mais de duas horas e meia para superar os espanhóis Daniel Luna e Iago Fuertes, os quartos favoritos, por 7-6(4), 3-6 e 7-6(2). Estendidos no court e ofegantes, os portugueses tinham de encontrar forças para lutar pelo título ao fim da tarde. E assim foi. Marco Cassetta e Fabian Oviedo eram os jogadores mais cotados e estavam mais frescos, mas caíram com 6-3, 6-7(2) e 6-3, com o público a desempenhar um papel fundamental.

“Fisicamente estávamos um bocado em baixo, mas com este público e com todo o apoio que tivemos, é impossível não ir buscar forças a todo o lado. Quero agradecer a toda a gente que esteve aqui presente. É um orgulho imenso”, confessou Pedro Graça.

Já Peu Araújo viveu algo incrivelmente especial, como deu para perceber pelos festejos com namorada, família... e até o cão! Afinal de contas, jogava na sua cidade. “Jogar em Portugal é sempre um privilégio para nós. Eu costumo dizer que seja onde for, nós jogamos em casa, mas tem um um gosto um bocadinho ainda mais especial para mim porque, de facto, é mesmo em casa, em Lisboa. Jogar com a minha família nas nas bancadas, com a minha namorada, com os meus amigos, é uma sensação única”, partilhou, agora a sonhar com mais títulos e a espreitar um salto para dentro do top 100.

Prata da casa deixou marca

Com um FIP Silver em casa, vários jogadores do Lisboa Racket Centre aproveitaram a oportunidade para mostrar o talento que têm e o trabalho desenvolvido. No torneio masculino, Gonçalo Liberato foi um desses casos, com o jogador de 18 anos a parar apenas nos quartos de final, depois de bater, ao lado do espanhol Ismael Maqueda, as duplas Marcos Córdoba/Alejandro Calvo e Afonso Fazendeiro/Javier Caro. Os primeiros cabeças-de-série, Marco Cassetta e Fabian Oviedo, foram mais fortes, mas a verdade é que o par ítalo-argentino abanou com outro jogador da casa.

É que Henrique Orge, que já tem experiência na Seleção Nacional de Absolutos, deu nas vistas ao lado de Bernardo Tavares e fez Cassetta e Oviedo tremer noite dentro no Estádio CR7, logo na primeira ronda. Os mais cotados resistiram com os parciais 6-4, 4-6 e 6-2, num grande ambiente.

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