Portugal ainda assustou mas n.º1 mundial deslumbrou

Campeões nacionais Miguel Oliveira e Vasco Pascoal perderam em três sets

• Foto: Marcelo Lopes

Os campeões nacionais de padel, Miguel Oliveira e Vasco Pascoal, exibiram um primeiro set de sonho e ainda assustaram a Argentina, campeã do Mundo em 2016, mas não conseguiram qualificar-se pelo segundo ano consecutivo para a final da Padel Nations Cup by Magnesium-K Ative, que hoje termina na Vale do Lobo Tennis Academy.
 
«Aquele primeiro set foi uma das melhores exibições que o Vasco e eu alguma vez fizemos», dizia a alguns amigos Miguel Oliveira, o 65.º jogador do ranking mundial. «A nível de pancadas e taticamente fizemos um excelente primeiro set», acrescentou Vasco Oliveira, o 111.º no World Padel Tour, em declarações à "Padel Wall".
 
Portugal perdeu na primeira meia-final com a Argentina por 3-6, 6-1 e 6-2 e defronta o Brasil hoje (sexta-feira) à noite, a partir das 21h00, para decidir os 3.º e 4.º lugares, enquanto a final, nunca antes das 22h30, será disputada entre a Argentina e a Espanha. Ontem, na segunda meia-final, a Espanha, campeã do torneio em 2018, vergou o Brasil por 6-3, 3-6 e 6-2.
 
A exibição de Miguel Oliveira e Vasco Pascoal não passou despercebida a algumas das grandes figuras do padel. Pablo Lima, vários anos n.º1 mundial e atual 6.º do ranking, declarou que «foram três sets bonitos e os portugueses deram bom espetáculo. O Gervásio (del Bono, selecionador de Portugal) é um grande treinador e a evolução do padel português é notável, com melhorias tática, técnica e física».
 
No entanto, apesar desse primeiro set, os campeões nacionais sabiam que teriam de ser perfeitos para vencerem. «Aproveitámos não estarem ainda a cem por cento e sabíamos que iriam subir de rendimento. Para lhes ganharmos teríamos de estar sempre no ‘red line’», comentou Vasco Pascoal, que admitiu: «talvez tenhamos relaxado no início do segundo set».
 
Já Miguel Oliveira reconheceu que o esforço físico também foi um fator a ter em conta, dado que os portugueses nem sempre são forçados a uma intensidade tão elevada de forma constante: «A partir de certa altura também nos faltou o combustível».
 
Por outro lado, os argentinos Sanyo Gutiérrez e Juan Tello estavam a jogar juntos pela primeira vez e isso notou-se. «Levámos algum tempo a habituarmo-nos ao campo, às condições de jogo e a formarmo-nos como equipa, mas os portugueses jogaram muito bem no primeiro set», disse Carlos Daniel Gutiérrez, o n.º1 mundial, que prefere ser chamado pelo nome de guerra Sanyo e que mostrou porque razão este ano já ganhou três torneios no World Padel Tour.
 
Se Juan Tello, 20.º do ranking mundial, impôs-se sobretudo pelo seu padel pujante, fisicamente dominador, Sanyo Gutiérrez deu espetáculo nos dois últimos sets pelas súbitas mudanças de ritmo, com rápidas transições de um estilo em toque para violentas acelerações. «Ele faz o que quer com a bola», desabafou Miguel Oliveira.
 
A Argentina terá necessariamente de ser considerada favorita, até porque venceu a Padel Nations Cup em 2015, 2016 e 2017, mas atenção à Espanha que fez uma belíssima exibição para derrotar o Brasil do antigo n.º1 mundial Pablo Lima e de Lucas Campagnolo, o 23.º.
 
O atleticismo e elegância de Alejandro Galán, o n.º5 do ranking mundial, não passaram despercebidos ao público que voltou a esgotar a lotação de mil lugares e o líder da seleção espanhola apareceu muito bem rodado com Ignácio Gadea, o 28.º na hierarquia do World Padel Tour. «Têm uma movimentação muito leve, rápida, fácil», referiu a dada altura Miguel Ribeiro, o treinador que fez comentários na transmissão em direto na Padel Wall.
 
"Alé" Galan magoou-se no sobrolho esquerdo com a sua própria raqueta mas foi prontamente assistido pela equipa médica do torneio e está apto para a final. O espanhol mostrou também muito boa disposição com Pablo Lima. É certo que ontem foram rivais, mas foi como parceiros e amigos que venceram há menos de um mês o Open de Valência. «Espanha é a campeã e vamos tentar manter o título», prometeu Nacho Gadea.
 
A Padel Nations Cup by Magnesium-K Ative é organizada pela Premier Sports do empresário Pedro Frazão e hoje de manhã houve um Pro-Am que deixou radiantes os oito amadores convidados pela organização e patrocinadores.

Por Hugo Ribeiro
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