Prodígio Andrea Achando promete voar alto
Jovem de 15 anos foi uma das grandes histórias do FIP Silver Lisboa Racket Centre by AVA CR7
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Pode ter apenas 15 anos, mas Andrea Achando deu mais um passo numa caminhada que se espera de enorme sucesso e que entusiasma todos os que vêem a talentosa portuguesa crescer nos courts do Lisboa Racket Centre. A jogar ao lado da espanhola Mar García, também uma jovem promessa, Andrea fez questão de deixar a sua marca no FIP Silver Lisboa Racket Centre by AVA CR7.
Para que se tenha noção, a dupla Achando/García era a menos cotada em toda a prova, já que receberam um wild card, fruto de serem 823.ª e 1228.ª do ranking mundial, respetivamente. Mas ninguém diria isso ao ver a calma, compostura e qualidade com que as duas se apresentaram em court.
A portuguesa manteve-se sempre tranquila e a verdade é que celebrou uma impressionante cambalhota no marcador para bater as mais experientes Nuria Padilla e Beatriz Ferreira, por 3-6, 6-3 e 6-4. O público exultou, mas o sinal mais claro de que Achando é um fenómeno é de se sentir que, quem a conhecia, nem sequer tinha achado propriamente uma surpresa.
Seguiu-se um ‘walkover’ para os quartos de final, já que as espanholas Camila Fassio e Amanda López desistiram do torneio, mas chegar às ‘meias’ foi algo que esteve no horizonte. Andrea e Mar ‘esticaram’ a portuguesa Catarina Santos e a espanhola Carmen Azcoitia, sextas favoritas, que só na terceira partida se soltaram para triunfarem por 7-6(4), 2-6 e 6-1. Mas no ar ficou a sensação de que nasceu uma estrela e de este triunfo foi só um passo numa trajetória que se espera entusiasmante para a talentosa Andrea.
Catarina Santos acreditou
A portuguesa a chegar mais longe foi mesmo Catarina Santos, a responsável pela eliminação de Andrea Achando nos ‘quartos’. E a verdade é que a portuense de 29 anos alimentou mesmo o sonho de lutar pelo título, mas sucumbiu perante as eventuais campeãs, Cristina Carrascosa e Marisol Fernández, por 6-3, 4-6 e 6-1. Mas ficam as boas sensações que a própria confessou que precisava para reagir a uma fase mais apática.
Bem mais amarga foi a campanha de Clarinha Santos. A portuguesa de 19 anos chegava como a mais cotada entre as jogadoras nacionais e era a terceira cabeça-de-série ao lado da espanhola Lucía Pérez Parra. O entusiasmo era grande, especialmente depois da estreia, em Paris, num Major, mas uma lesão deitou tudo por terra. Em plena batalha nos ‘quartos’ com Carrascosa e Fernández, Clarinha sofreu uma entorse no tornozelo esquerdo e viu-se forçada a desistir quando perdia por 6-3 e 3-3.
Com um sabor agridoce ficaram as irmãs Para, que mostraram o talento que também entusiasma no Lisboa Racket Centre. Jéssica e Micaela caíram na segunda ronda contra Clarinha Santos, sendo que comandaram por 5-2 na terceira partida. Nesse momento acabaram por ceder, sofrendo um desaire duro, tal como as portuguesas Maria Garin e Simone Simas, que ameaçaram a surpresa diante das mais cotadas Maria Arteaga e Nerea Gómez.
A semana foi de grandes batalhas e os olhos ficam agora postos numa eventual terceira edição deste FIP Silver. Para perceber a evolução dos jovens talentos e ver quem consegue dar um passo em frente na busca pela glória num torneio que se torna uma grande oportunidade.