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Sofia Araújo: «É possível o 3º lugar»
“O pouco dinheiro que já ganhei no padel deu apenas para comprar uma peças de roupa”, diz a jogadora
Sofia Araújo, nº 1 portuguesa, encontrou no padel a motivação que não tinha no ténis para se lançar no circuito. Aos 21 anos, treina agora mais vezes que no ténis e alimenta a esperança de experimentar o circuito no próximo ano.
"A ideia é fazer uns torneios em Espanha e ver até onde consigo chegar, passando a treinar mais vezes. Estou entusiasmada com a ideia e com o apoio que estão a dar-me. Em 2017 a aposta vai ser mais a nível internacional. Até equaciono a possibilidade de fazer uma paragem nos estudos para me dedicar ao padel a cem por cento", referiu a Record Sofia Araújo, que no ténis conseguiu ser campeã nacional em pares em vários escalões. "Perdi sempre nas finais em singulares", lembrou.
A frequentar o 4º e último ano da Escola Superior de Saúde em Alcoitão, Sofia Araújo tem uma ideia bem definida da sua profissão: "Irei estar ligada com toda a certeza à área da saúde como fisioterapeuta ou massagista."
Sofia tem a noção que é difícil ganhar a vida no padel. "O pouco dinheiro que já ganhei deu para comprar apenas umas peças de roupa, nada mais." Sobre as ambições que leva para o Mundial, a nº 1 portuguesa acredita que é possível chegar ao 3º lugar: "A Espanha e a Argentina são inacessíveis e acho que temos possibilidades de chegar à terceira posição", sublinhou a nº1 nacional na lista da Federação Portuguesa de Padel, que considera a modalidade bastante atraente.
"Fiquei um pouco cansada do ténis quando comecei a treinar mais e a fazer piores resultados. Tinha nessa altura 16 anos e uns amigos convidaram-me para jogar padel por brincadeira, gostei e agora quero ver até onde consigo chegar em termos internacionais. Sinto-me bastante confiante e motivada", referiu a antiga tenista.
Miguel sonha regressar
"Tenho várias opções em aberto. Poderei ir para Madrid, onde o nível é muito forte, mas tenho sido abordado para regressar a Portugal para encetar novos projetos. Só depois deste Mundial é que poderei analisar melhor a situação para depois tomar uma decisão. Está tudo em aberto", garantiu ao nosso jornal Miguel Oliveira, que é o segundo português no ranking mundial ao ocupar o 89º posto. O primeiro é Diogo Rocha, na 72ª posição.
Miguel Oliveira, de 28 anos, estima que a Seleção Nacional pode ganhar à Alemanha na quarta-feira para a seguir surpreender frente ao Brasil. "Vamos dar tudo frente a um país que tem mais tradição. Mas jogamos em casa", adverte Miguel.