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O Belenenses aproveitou este domingo a indisciplina espanhola e o vento favorável na primeira parte para conquistar a segunda Taça Ibérica de râguebi do seu historial, ao bater o El Salvador (23-9), no Estádio do Restelo, em Lisboa.
Os azuis chegaram ao intervalo a vencer por 10-3, com um ensaio de Tomás Sequeira (23 minutos), transformado por Francisco Menéres, que somou, ainda, três penalidades (13, 42, 71), e fecharam o marcador ao 'cair do pano' com novo toque de meta, de Duarte Azevedo (79), transformado por Menéres.
Juntaram, desta forma, o troféu ibérico ao conquistado em 2022/23, no terreno do Santboiana (44-15), menos de um ano após falharem o objetivo, em abril de 2025, quando perderam em Valladolid, frente ao VRAC (43-39).
O vento forte marcou a partida entre os campeões portugueses e espanhóis, com o Belenenses a capitalizar melhor esse detalhe na primeira parte, quando o teve a favor.
A equipa orientada por João Mirra fez o primeiro ensaio por Tomás Sequeira (23 minutos), na sequência de uma formação ordenada onde tinha mais um homem do que os 'vallisoletanos', reduzidos a 13 elementos devido a cartões amarelos mostrados a Juan Martínez (18) e Matheo Taiki (22).
Na segunda parte, os papéis 'inverteram-se', mas o El Salvador não demonstrou a mesma capacidade para jogar com o vento a favor e aproveitar a indisciplina, agora maior, do Belenenses.
O conjunto orientado por Álavaro Gorostiza não conseguiu mais do que três pontos, numa penalidade de Facu Munilla, autor dos três pontapés certeiros espanhóis (15, 48 e 69), durante os 10 minutos em que os portugueses jogaram com menos um elemento, devido ao cartão amarelo mostrado ao Owen Jenkins (48).
Ainda assim, a incerteza no marcador manteve-se até perto do final, com os espanhóis quase sempre à distância de um ensaio transformado de igualar o marcador.
Mas, já perto do apito final, Duarte Azevedo (79) surpreendeu toda a defesa espanhola ao arrancar para o segundo ensaio dos 'azuis', após retirar a bola de um 'maul' dinâmico dentro da área de 22 metros dos visitantes, e assegurou a vitória para o emblema da cruz de Cristo.
O Belenenses soma, agora, duas Taças Ibéricas no seu historial (2022/23 e 2025/26) e sucede aos espanhóis do VRAC, que conquistaram sete dos últimos nove troféus.
O VRAC, de resto, é o clube com mais títulos ibéricos (oito), seguido pelo El Salvador (cinco), Benfica, Direito e Santboiana (quatro). CDUL (três), Cascais (três), Académica (um) e Agronomia (um) são os outros clubes portugueses que já ergueram o troféu.
Jogo no Estádio do Restelo, em Lisboa.
Belenenses - El Salvador, 23-9.
Ao intervalo: 10-3.
Sob arbitragem do italiano Alberto Favaro, as equipas alinharam:
- Belenenses: Lucas Bordigoni, Guillermo Lawrie, Joaquín Domínguez, Ignácio Dotti, Salvador Cunha, André Cunha, David Wallis, Tomás Sequeira, Duarte Azevedo, Francisco Menéres, Ignácio Mignore, Owen Jenkins, José Paiva dos Santos, Francisco Galveias e Diogo Rodrigues.
Jogaram ainda: Manuel Worm, Miguel Nunes, Anthony Kent, José Moreira, Vasco Baptista, Frederico Simões, Francisco Macedo e Gonçalo Santos.
Ensaios (2): Tomás Sequeira (23), Duarte Azevedo (79).
Conversões (2): Francisco Menéres (24, 80).
Penalidades (3): Francisco Menéres (13, 42, 71).
Treinador: João Mirra
- El Salvador: Rodrigo Pelaz, Diego Gonzalez, Jacobo Ruiz, Rodrigo Fernández, Clement Fontaine, Matheo Taiki, Reuben du Plooy, Bauti Arranz, Faci Munilla, Martin du Toit, Unax Zuriarrain, David Barrios, Juan Martínez, Julio Sanz e Martín Toc.
Jogaram ainda: David Alonso, Daniel Chico, Javier Coronel, Martín Peña, Ignácio Veja, Saul Alonso, Alfonso Enciso e Jerónimo Alonso.
Penalidades (3): Facu Munilla (15, 48, 69).
Treinador: Álvaro Gorostiza
Ação disciplinar: Cartão amarelo para Juan Martínez (18), Matheo Taiki (22) e Owen Jenkins (48).
Assistência: cerca de 2.000 espetadores.
Por Lusa